sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Sethas e Unicef terão plano de cooperação para assistência social


"Precisamos muito da parceria com os estados. Não adianta o Unicef fazer os programas dentro dos municípios se não houver esse suporte do estado que garante não haver desigualdade entre os municípios", ressaltou Rui Aguiar. Ele explicou ainda que a coordenadoria para o CE, RN e PI terá foco na assistência social nos próximos anos.  

A Secretaria Estadual de Assistência Social e o Unicef farão parceria para desenvolver programas de assistência social no Rio Grande do Norte. A criação de um plano de cooperação ficou decidida em reunião nesta quinta-feira (22) entre a titular da Sethas-RN, Julianne Faria, e o coordenador do Unicef para CE, RN e PI, Rui Aguiar.


Segundo o coordenador do Unicef, a ideia é montar uma rede de proteção das crianças, adolescentes e também de suas famílias. Outro ponto destacado por ele é que as políticas públicas de assistência não devem ser restringir apenas às sedes dos municípios. "Elas precisam englobar também os distritos", frisou.  

Associação. 

A secretária Julianne Faria, acompanhada da secretária adjunta Maira Almeida e da chefe de gabinete Fernanda Borges, também se encontrou com dirigentes da Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Ceará, entidade formada pelas primeiras damas dos municípios. Elas mostraram programas realizados com a parceria da entidade, como o Ceará Cresce Brincando e o Sou Cidadão, de estímulo à leitura.

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Fonte: ASSECOM/RN

Financiamento, gestão e formação devem ser prioridades na Saúde

Conquistas do SUS ainda esbarram em gargalos como financiamento, qualificação dos profissionais e gestão

Financiamento, gestão e formação devem ser prioridades na Saúde
A qualidade dos serviços públicos em saúde foi colocada em xeque pelos brasileiros durante as manifestações de junho de 2013. Às vésperas da Copa das Confederações, evento realizado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), os brasileiros foram às ruas exibir cartazes pedindo “hospitais padrão Fifa” e mais recursos para o setor. As reivindicações em relação à saúde foram uma das principais bandeiras dos protestos populares que se estenderam até meados deste ano.

Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, apesar das grandes conquistas do sistema universal de saúde consagrado na Constituição Federal de 1988, ainda há gargalos a serem resolvidos, entre eles, o financiamento adequado do Sistema Único de Saúde (SUS), a qualificação dos profissionais de acordo com as necessidades da população e uma gestão mais ágil.

Na avaliação dos especialistas, apesar do consenso de que os recursos necessários para o financiamento da saúde pública não serão alcançados em um mandato de 4 anos, a questão precisa ser enfrentada imediatamente.

Para o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Antônio Carlos Nardi, o projeto de lei de iniciativa popular, com 1,9 milhão de assinaturas, que destina 10% da receita corrente bruta da União ao SUS precisa ser aprovado pelo Congresso. O projeto, protocolado em agosto do ano passado, está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados desde o dia 3 de junho.

“O Movimento Saúde+10 teve uma grande mobilização nacional e o projeto de lei está parado no Congresso, não foi para frente. Hoje, já temos a obrigatoriedade do repasse das receitas municipais para a saúde no percentual de 15% e das receitas estaduais, de 12%. Para a União, ainda não temos a garantia de um percentual fixo. Esses 10% acrescentariam R$ 40 bilhões para a saúde em 2014. O grande desafio é garantir financiamento estável e solidário entre as três esferas de governo para manter as condições mínimas do SUS de atendimento universal, gratuito e integral.”

De acordo com o Ministério da Saúde, os recursos destinados à rede pública devem chegar a R$ 91,6 bilhões este ano.

A advogada e doutora em saúde pública pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Lenir Santos, reforça que o financiamento atual é insuficiente. “Qualquer país com acesso universal à saúde vai aplicar um mínimo de 7% do PIB [Produto Interno Bruto]. Nós aplicamos menos de 4%. Por aí a gente vê que faltam recursos para se ter um sistema em quantidade e qualidade suficientes.”

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as despesas do governo com saúde em 2007 e 2008 foram de 3,5% do PIB. Em 2009, esse percentual chegou a 3,8%.

Outro problema apontado pelos especialistas ouvidos pela Agência Brasil diz respeito à formação dos profissionais que, cada vez mais, tem se distanciado das características do SUS e das necessidades de saúde da população. Coordenador da Rede de Direito Sanitário: Saúde e Cidadania, o médico Neilton Araújo de Oliveira avalia que as universidades têm formado profissionais que atendem mais às necessidades da “indústria dos planos de saúde” do que a atenção integral voltada para a população.

“Nos últimos anos, houve avanço na atenção primária e na saúde da família. Setenta por cento dos problemas de uma comunidade se resolvem na atenção primária, sem grandes sofisticações tecnológicas, sem grandes especialistas. Hoje, dos médicos formados, 70%, 80% são especialistas, quando a gente precisa de pelo menos 60%, 70% de clínicos gerais.”

O presidente do Conasems acredita que as deficiências da falta de profissionais e da formação médica começaram a ser supridas por meio da mudança curricular e do aumento da oferta de vagas em cursos de medicina. Segundo estimativa do governo federal, o Brasil tem um déficit de 50 mil médicos.

“Nossas universidades não estavam formando médicos para atender no SUS. Com a mudança curricular, nós já estamos hoje nos aproximando das necessidades do sistema, para fortalecer a atenção básica como a porta de entrada”, disse Nardi.

Para ele, é preciso investir na atenção básica por meio da consolidação do Programa Saúde da Família e de programas de prevenção com a promoção da atividade física, da alimentação saudável e do combate ao tabagismo para diminuir a migração dos pacientes para unidades de média e alta complexidade.

Para o primeiro secretário do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Callegari, além do financiamento, outro gargalo é a falta de profissionalização e de qualificação dos gestores na área. “Precisamos preparar melhor o gestor na saúde, para que, com o dinheiro que tem, faça o máximo que puder.” Ele aponta ainda a necessidade de conclusão de obras de unidades básicas de saúde e prontos-socorros.

Lenir Santos defende uma urgente reforma administrativa. “Há muitas amarras administrativas, que encarecem o serviço público. A nossa administração pública não se modernizou ao longo desses anos para quase todas as questões e fundamentalmente para a saúde. E o SUS é extremamente complexo do ponto de vista organizativo porque pressupõe interdependência dos entes federativos.”

Apesar dos problemas, a política de construção do SUS é considerada vitoriosa, segundo os entrevistados. “Há muitos êxitos: a diminuição da mortalidade materno-infantil, da desnutrição, o aumento da cobertura das vacinações”, disse o presidente do Conasems. “Todo o debate que fazemos é para defender, apoiar e ampliar o SUS, não para combatê-lo O SUS é um sistema que tem salvado milhões de vidas no Brasil”, destaca Neilton Araújo de Oliveira, um dos coordenadores da Rede de Direito Sanitário.

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Fonte: http://saudebusiness365.com.br/

Com atenção em domicílio, Unimed Vitória economiza custos de internação

DESOSPITALIZAÇÃO
Economia gerada em um ano chegou a mais de R$ 2,5 milhões

Muitos são os casos de iniciativas de sucesso quando o contexto parece estar apertado, desconfortável ou, há quem diga, desfavorável. Assim a saúde brasileira pode ser avaliada ao se observar o progressivo envelhecimento populacional, aumento dos crônicos, dos casos de maior complexidade, tudo somado à problemática do custo. Em contrapartida, de dentro deste universo desequilibrado é que surgem desde pequenas mudanças a novos modelos assistenciais, desenhando assim alternativas para a saúde do futuro.

Um desses exemplos é a Unimed Vitória destacada três vezes neste Referências da Saúde. Desafiada a manter a sustentabilidade tanto de seu serviço hospitalar quanto do plano de saúde, por ser uma instituição verticalizada, a cooperativa encontrou na atenção domiciliar um meio para a melhoria da gestão de leitos, redução do tempo médio e custo das internações, entre outros fatores determinantes.

Por meio do Serviço de Assistência Domiciliar Unimed Vitória (Aduvi), desenvolvido há 16 anos, é que a cooperativa continua colhendo resultados positivos em um cenário em que ser resolutivo e enxuto virou questão de sobrevivência. A novidade do serviço está na contratação de um enfermeiro auditor, com custo anual médio de aproximadamente R$ 92 mil, para realizar visitas semanais ao hospital próprio Unimed Vitória e os 15 credenciados a fim de identificar os pacientes com perfil para o atendimento em domicílio.

O primeiro desafio, segundo o diretor-presidente da Unimed Vitória, Márcio de Oliveira Almeida, foi a identificação de um profissional com perfil de negociação, visto que trataria com públicos e demandas distintas. “Com o início do projeto [em fevereiro de 2013], nos deparamos com outro desafio, o acesso aos hospitais da rede credenciada. Construímos então uma relação de confiança a partir destas parcerias”, conta, lembrando que a melhoria de interfaces, através de feedbacks contínuos possibilitou com que o processo de desospitalização fosse trabalhado de maneira mais objetiva.

A conquista mais crítica para a Unimed foi trazer o médico assistente para dentro do processo, valorizando sua participação e poder de decisão. “O médico assistente envolvido na desospitalização é o maior parceiro da equipe de assistência domiciliar”, explica.

Com um time formado por cerca de 200 profissionais, a Aduvi realizou em 2013 mais de 4 mil atendimentos, tendo uma média de 360 pacientes por mês. O enfermeiro captador (ou auditor) avalia os pacientes que estão internados há mais de 15 dias, com o consentimento do médico assistente, que também avalia se devem continuar ou terminar o tratamento em casa. Depois, a eventual possibilidade de desospitalizar é discutida com a família, que acaba recebendo treinamento de enfermeiros para o cuidado do paciente em casa.

Além da aceitação dos profissionais, outra questão previsível era a judicialização. Por isso, com apoio da assessoria jurídica, foi criado um Comitê Multidisciplinar de Desospitalização, no qual os casos mais complexos são debatidos sob diferentes focos: assistencial, operacional, social, financeiro e jurídico.

Para Almeida, o grande valor do projeto é poder acompanhar o custo efetividade de um serviço próprio por meio de indicadores antes não aferidos. Para ter uma ideia, a economia gerada em um ano chegou a mais de R$ 2,5 milhões. Um exemplo mais concreto está no custo de R$ 5,1 milhões, de 77 pacientes em um período de 6 meses antes da desospitalização; enquanto nos seis meses após foi de R$ 2,6 milhões, ou seja, 50% a menos.

O executivo garante, ainda, que houve 50% de redução no tempo da triagem e indicadores de satisfação dos clientes assistidos acima da meta de 90% e lembra que menos de 5% destes pacientes retornam ao hospital.
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Fonte: http://saudebusiness365.com.br/

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal

Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – Lei Complementar nº 101 – entrou em vigor em 4 de maio de 2000. Ela vem regulamentar a Constituição Federal no que diz respeito à Tributação e Orçamento (Título VI) e atender ao artigo 163 da Constituição Federal que diz:
Esta lei prevê, portanto, um mecanismo de maior controle nas contas públicas: passa a haver maior rigor para que o governo não contraia empréstimos ou dívidas. É um mecanismo de fiscalização e transparência.
Há alguns instrumentos preconizados pela LRF para o planejamento do gasto público, que são: o Plano Plurianual – PPALei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e  Lei Orçementária Anual – LOA.
A LRF busca reforçar o papel da atividade de planejamento e, mais especificamente, a vinculação entre o planejamento e a execução do gasto público.
Um objetivo muito importante desta lei é a Responsabilidade Social. A partir destes objetivos são previstas:
  • A participação popular na discussão e elaboração dos planos e orçamentos já referidos;
  • A disponibilidade das contas dos administradores, durante todo o exercício, para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade;
  • A emissão de relatórios periódicos de gestão fiscal e de execução orçamentária, igualmente de acesso público e ampla divulgação.
No que diz respeito ao equilíbrio das contas públicas, o equilíbrio que busca a LRF é o equilíbrio auto-sustentável, ou seja, aquele que prescinde de operações de crédito e, portanto, sem aumento da dívida pública. Assim, o intuito é que os gastos sejam feitos com o dinheiro de que a prefeitura dispõe, para que não se endivide.
A Lei de Responsabilidade Fiscal trabalha em conjunto com a Lei Federal 4320/64 que normatiza as finanças públicas no país. Enquanto esta estabelece as normas gerais para a elaboração e o controle dos orçamentos e balanços, aquela estabelece normas de finanças públicas voltadas para a gestão fiscal, atribui à contabilidade pública novas funções no controle orçamentário e financeiro, garantindo-lhe um caráter mais gerencial.
Um conceito importante e necessário para entender como funciona a lei é a Receita Corrente Líquida (RCL), uma vez que ela é a base para todos os cálculos. Ela é o somatório das receitas tributárias, de contribuições patrimoniais, industriais, agropecuárias, de serviços, transferências correntes e outras receitas também correntes. Dela são deduzidos:
  • Na União, os valores transferidos aos Estados e Municípios por determinação constitucional ou legal, e as contribuições para a previdência social do empregador incidente sobre prestação de serviço de terceiros e a contribuição à previdência feita pelo trabalhador e também as contribuições para o PIS (Programa de Integração Social);
  • Nos Estados, as parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional;
  • Na União, nos Estados e nos Municípios, a contribuição dos servidores para o custeio do seu sistema de previdência e assistência social e as receitas provenientes da compensação financeira entre diferentes sistemas de previdência.

A verificação da RCL deve ser para o período de um ano, mas não necessariamente o ano civil. Então, para verificar a RCL do mês de abril, por exemplo, de um determinado exercício financeiro, devemos contar as receitas arrecadadas desde maio do exercício anterior até o mês de abril em questão.
No que diz respeito às despesas, toda e qualquer despesa que não esteja acompanhada pela LOA, pelo PPA e pela LDO e, no caso de despesa obrigatória de caráter continuado, de suas medidas compensatórias, é considerada não autorizada, irregular e lesiva ao patrimônio público.
A despesa obrigatória de caráter continuado que, nos termos do art. 17, é a despesa corrente:
  • Derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo;
  • Geradora de obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios.

SAÚDE
Já na Saúde, a porcentagem mínima que deverá ser aplicada é de 15% da arrecadação municipal definida no inciso III do artigo 77 da Constituição Federal:
 GASTOS COM PESSOAL
Os gastos com a folha de pagamento de pessoal representam o principal item de despesas de todo o setor público brasileiro. De acordo com a LRF, entende-se como despesas de pessoal:
  • Somatório dos gastos do ente da Federação com os ativos;
  • Despesas com inativos e pensionistas;
  • Mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espécies remuneratórias;
  • Vencimentos e vantagens, fixas e variáveis;
  • Subsídios, proventos de aposentadoria;
  • Reformas e pensões;
  • Adicionais de qualquer natureza;
  • Gratificações, horas extras e vantagens pessoais;
  • Encargos sociais;
  • Contribuições recolhidas pelo Ente às entidades de previdência.

A LRF determina dois limites distintos para os gastos com pessoal no setor público:
  • 50% da RCL para a União;
  • 60% da RCL para Estados e Municípios.

Sendo que dentro da Esfera Federal o limite é de:
  • 40,9% para o Executivo;
  • 6% para o Judiciário;
  • 2,5% para o Legislativo;
  • 0,6% para o Ministério Público.

Na Esfera Estadual:
  • 2% para o Ministério Público;
  • 3% para o Legislativo, incluindo o Tribunal de Contas do Estado;
  • 6% para o Judiciário;
  • 49% para o Executivo.

E na Esfera Municipal:
  • 6% para o Legislativo, incluindo o Tribunal de Contas do Município, quando houver;
  • 54% para o Executivo.

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Fonte: http://www.igepri.org/

21 maternidades serão reformadas com recursos do RN Sustentável

O secretário de Estado da Saúde Pública, Ricardo Lagreca, autorizou na tarde de hoje (20), após reunião com a Unidade Executora Setorial (UES/Sesap), a execução das obras de reformas e adequações de 21 maternidades filantrópicas, municipais e estaduais nas oito regiões de saúde do estado, que foram contempladas com recursos advindos do Projeto RN Sustentável. Segundo a gerente do projeto na Sesap, Ana Beatriz Petta, as obras já estavam aptas a serem realizadas, mas precisavam do aval do novo gestor da Saúde estadual. Após ouvir a explanação de todo o projeto, o secretário anunciou que a previsão para início das obras é para os próximos 40 dias.
         As 21 maternidades que receberão as obras são divididas regionalmente, sendo escolhidas de acordo com os indicadores materno-infantis no estado, bem como na observação dos vazios existentes na rede maternidade infantil no estado. A UES do Projeto RN Sustentável já está elaborando um cronograma para apresentação total das ações previstas no Projeto RN Sustentável no setor de Saúde e seus investimentos previstos.
         A relação dos municípios, cujas maternidades (filantrópicas, municipais e estaduais) foram contempladas é a seguinte: Macau (02), Natal, Caraúbas, Almino Afonso, Pau dos Ferros, Lajes, Santana do Matos, Angicos, Assu, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, João Câmara, São José de Mipibu, Goianinha, Santo Antônio, São Paulo do Potengi, Jucurutu, Caicó, Parelhas e Currais Novos.
         Ano passado, a Sesap, em parceria com o Banco Mundial, realizou importantes ações de planejamento estratégico de políticas públicas para a área de saúde, dentro do Projeto RN Sustentável, que estão contribuindo para uma assistência mais humanizada e diminuição das desigualdades socioeconômicas no Rio Grande do Norte. Dentre essas ações, destacam-se a ampliação e melhoria da qualidade dos serviços e o fortalecimento das redes de atenção Materno-infantil, Urgência e Emergência e Rede de Atenção às Doenças Crônicas, com prioridade ao diagnóstico precoce do câncer de mama e colo do útero.
Outras ações do RN Sustentável estão em andamento, como a estruturação do Hospital Materno Infantil de Mossoró, obedecendo as diretrizes da Rede Cegonha. O hospital terá 130 leitos (distribuídos entre Centro de Parto Normal, Casa da Gestante, Bebê e Puérpera e Pronto-Atendimento), banco de leite e outras benfeitorias. Os investimentos incluem estruturação tecnológica de hospitais e maternidades do estado para habilitação de 35 leitos de UTI Neonatal; implantação de protocolos assistenciais em 40 maternidades do estado e a qualificação de 1.500 profissionais médicos e enfermeiros da área de atenção primária em assistência pré-natal.
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Fonte: ASCOM/SESAP

Secretário recebe consultores de consórcio hospitalar da Catalunha

O Secretário de Estado da Saúde Pública, Ricardo Lagreca, recebeu na manhã desta terça-feira (20), no gabinete da Sesap, representantes da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) e do Consórcio Hospitalar da Catalunha (CHC), na Espanha.

Na oportunidade, foi apresentado ao gestor da Sesap um projeto que será desenvolvido em parceria com o Consórcio Hospitalar da Catalunha, para realização do diagnóstico e implantação de dispositivos de regulação intra-hospitalar, com objetivo de otimizar a gestão da oferta de serviços de saúde no âmbito do Huol. O hospital foi um dos três escolhidos no Brasil, além dos hospitais universitários do Maranhão e de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Segundo o secretário, mesmo não sendo desenvolvido dentro de uma unidade da rede estadual, o projeto trará benefícios ao Sistema Único de Saúde (SUS) como um todo. “Quando a oferta é organizada e bem trabalhada, todos se beneficiam, pois a regulação é sistêmica, envolve toda a rede de saúde”, disse Lagreca.

“O projeto terá duração total de dois anos, de novembro de 2014 a novembro de 2016, e o diferencial deste projeto é que ele não se encerra na fase de diagnóstico e chegará à fase de implantação”, explicou Fábio Landim, da Ebserh. Para ele, o projeto beneficia todo o SUS. “Não estamos tratando do paciente do Huol, mas sim do paciente da Rede”.

A consultora Nuria Pages, do Hospital de Terrassa, na Catalunha, está acompanhando de perto todo o processo de regulação do Huol. “Este hospital foi um dos escolhidos pelo seu perfil de atenção integral à Saúde, com algumas características semelhantes ao que fazemos no nosso hospital [de Terrassa], uma unidade pública com 25 anos de atuação”.

Para desenvolver o projeto serão feitas visitas técnicas às instituições envolvidas do processo de regulação da oferta dos serviços de saúde no Estado. Para isso, está agendada para esta quarta-feira, dia 21, uma visita da equipe à Central Estadual de Regulação, no edifício-sede da Sesap, e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Participaram do encontro o Secretário Adjunto da Saúde, Marconi Rocha, o Secretário Municipal de Saúde, Cipriano Maia, além de representantes da Regulação da Sesap e SMS. Representando a Ebserh de Brasília/DF, participaram Rogéria Lucena, da chefia de regulação assistencial, e Fábio Landim, do serviço de contratualização hospitalar.

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Fonte: ASCOM/SESAP

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Equipe multidisciplinar inicia trabalho de desospitalização consciente no Walfredo Gurgel

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) por meio da direção do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG) tem estimulado desde segunda-feira (19), a intensificação de visitas multidisciplinares em setores assistenciais da unidade hospitalar. A atividade consiste no acompanhamento diário da evolução do quadro de saúde dos pacientes, através de visitas mais constantes aos leitos de corredores, observação e Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) do Pronto Socorro Clóvis Sarinho e os cinco pavimentos de enfermaria do HMWG.
O grupo é formado pela direção médica, pela gerência de enfermagem, médicos prescritores, hospitalistas, técnicos do Núcleo Interno de Regulação (NIR), Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) e serviço social. A equipe também manterá reuniões mensais para discussão e avaliação das ações já em andamento.
A diretora geral do HMWG, Maria de Fátima Pereira Pinheiro, diz que “com estas visitas mais intensificadas planejamos dar mais celeridade ao processo de alta dos pacientes, obtendo, uma maior rotatividade dos leitos, contribuindo para a redução do número de macas nos corredores”.
Os profissionais também terão como missão, tentar acelerar a realização de procedimentos e exames que porventura estejam pendentes, dependendo de algum agendamento ou autorização, em outras unidades de saúde conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Isso também contribuirá para que o paciente receba uma assistência mais qualificada e, possivelmente, venha a ter uma alta mais rápida”, explica a diretora.
“Com este trabalho, também poderemos ter dados sobre o porquê de alguns pacientes apresentarem uma alta permanência no hospital. Complicou? Faltou medicação? Faltou vaga em outro hospital? As transferências de ortopedia não estão acontecendo? Algum resultado de exame demorou?”, detalhou a diretora médica, Marleide Alves.  

As visitas acontecerão sempre nos seguintes dias e setores:

Segundas-feiras: segundo andar
Terças-feiras: terceiro andar e UTI Geral
Quartas-feiras: quinto andar
Quintas-feiras: quarto andar e UTI Bernadete
Sextas-feiras: segundo andar e UTI do Pronto Socorro.

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Fonte: ASCOM/SESAP

Na luta principal de hoje: Fornecedor de OPME x Hospital

Os conflitos entre fornecedores de OPME e Hospitais agravam-se a cada dia, tornando o que deveria ser uma relação comercial em prol do paciente um verdadeiro combate entre pugilistas.


Na luta principal de hoje: Fornecedor de OPME x HospitalNo combate de hoje, temos de um lado do ringue o hospital pretendendo manter suas margens de comercialização diante das investidas das operadoras para reduzir os custos de materiais. Em seu cartel de lutas há a busca permanente pela readequação de preços em níveis menores, a visão unilateral de que todas as falhas estão nos agentes externos e o receio de glosas em suas contas hospitalares. Na imprensa seguem os rumores de que seu treinador insiste em adotar métodos antigos, tais como a sustentabilidade financeira baseada na venda de produtos.

Seu oponente, o mercado fornecedor de OPME, possui como característica a flexibilidade. Conhecido por ser um lutador que nem sempre segue as regras, costuma argumentar que a vida e os juízes o obrigam a ser, eventualmente, sujo. Seu empresário, trajado em um belo terno branco, o observa da primeira fila à espera dos dividendos que receberá tão logo termine a peleja.

E começa a luta: 

O hospital toma a iniciativa, desferindo com agressividade, um pedido de 03 orçamentos com prazo de devolução máximo em 48 horas. 
O mercado fornecedor se esquiva com habilidade, devolvendo apenas 02 propostas com preços diferentes, mas com origem do mesmo braço. 

Na sequência, ele agarra o hospital em um clinch fazendo o tempo passar.

O hospital reclama que o mercado está fugindo da luta e o juiz o adverte informando que sem 03 cotações não poderá abrir a contagem.

Soa o gongo, e termina o 1º round.. 

Hospital vai para o corner e recebe instruções do técnico que exige maior combatividade. “Derruba ele”- grita

Do outro canto, o mercado troca olhares com o empresário que, com um simples balançar de cabeça, cobra a finalização do combate no próximo período.

Os lutadores retornam e começam a trocar jabs. O hospital golpeia o adversário com a promessa da suspensão de fornecimento. Imediatamente recebe o contra-ataque: a preferência médica bem no meio do queixo. E sente o golpe.

Cambaleante, o hospital finalmente consegue uma sequência de 03 orçamentos e espera que o juiz inicie a contagem. 10,9,8,7,6,5,4... 

Duas semanas depois volta a confirmação de que apenas um dos socos foi validado e o mercado fornecedor se ergue a poucos segundos do término do 2º round.

Apoiado nas cordas, sentado no banquinho, o hospital se queixa do juiz e começa a ter dúvidas quanto à vitória. O mesmo sentimento é compartilhado pelo oponente, tão cansado quanto.

Inicia-se o 3º round: finalmente uma luta franca. O mercado fornecedor entrega seus OPME’s à CME, os produtos são assimilados pelo hospital e logo depois seguem para a sala cirúrgica. Uma nobre arte, com certeza.

O assalto está equilibrado, e ambos os lutadores, cansados, demonstram satisfação com um possível empate.

Soa o último gongo da noite. Todos agora esperam a decisão final. Quem venceu? Quem perdeu?

O apresentador se dirige ao centro do palco, baixa o microfone e começa a falar ao público.
 
- Senhoras e senhores: Por decisão unânime, o júri declara que o derrotado foi... o paciente.

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Fonte: http://saudebusiness365.com.br/