DESOSPITALIZAÇÃO
Economia gerada em um ano chegou a mais de R$ 2,5 milhões
Um desses
exemplos é a Unimed Vitória destacada três vezes neste Referências da Saúde.
Desafiada a manter a sustentabilidade tanto de seu serviço hospitalar quanto do
plano de saúde, por ser uma instituição verticalizada, a cooperativa encontrou
na atenção domiciliar um meio para a melhoria da gestão de leitos, redução do tempo médio e custo das internações, entre outros fatores
determinantes.
Por meio do Serviço de Assistência Domiciliar Unimed Vitória (Aduvi), desenvolvido há 16 anos, é que a cooperativa continua colhendo resultados positivos em um cenário em que ser resolutivo e enxuto virou questão de sobrevivência. A novidade do serviço está na contratação de um enfermeiro auditor, com custo anual médio de aproximadamente R$ 92 mil, para realizar visitas semanais ao hospital próprio Unimed Vitória e os 15 credenciados a fim de identificar os pacientes com perfil para o atendimento em domicílio.
Por meio do Serviço de Assistência Domiciliar Unimed Vitória (Aduvi), desenvolvido há 16 anos, é que a cooperativa continua colhendo resultados positivos em um cenário em que ser resolutivo e enxuto virou questão de sobrevivência. A novidade do serviço está na contratação de um enfermeiro auditor, com custo anual médio de aproximadamente R$ 92 mil, para realizar visitas semanais ao hospital próprio Unimed Vitória e os 15 credenciados a fim de identificar os pacientes com perfil para o atendimento em domicílio.
O primeiro
desafio, segundo o diretor-presidente da Unimed Vitória, Márcio de Oliveira
Almeida, foi a identificação de um profissional com perfil de negociação, visto
que trataria com públicos e demandas distintas. “Com o início do projeto [em
fevereiro de 2013], nos deparamos com outro desafio, o acesso aos hospitais da
rede credenciada. Construímos então uma relação de confiança a partir destas
parcerias”, conta, lembrando que a melhoria de interfaces, através de feedbacks
contínuos possibilitou com que o processo de desospitalização fosse trabalhado
de maneira mais objetiva.
A conquista mais crítica para a Unimed foi trazer o médico assistente para dentro do processo, valorizando sua participação e poder de decisão. “O médico assistente envolvido na desospitalização é o maior parceiro da equipe de assistência domiciliar”, explica.
Com um time formado por cerca de 200 profissionais, a Aduvi realizou em 2013 mais de 4 mil atendimentos, tendo uma média de 360 pacientes por mês. O enfermeiro captador (ou auditor) avalia os pacientes que estão internados há mais de 15 dias, com o consentimento do médico assistente, que também avalia se devem continuar ou terminar o tratamento em casa. Depois, a eventual possibilidade de desospitalizar é discutida com a família, que acaba recebendo treinamento de enfermeiros para o cuidado do paciente em casa.
A conquista mais crítica para a Unimed foi trazer o médico assistente para dentro do processo, valorizando sua participação e poder de decisão. “O médico assistente envolvido na desospitalização é o maior parceiro da equipe de assistência domiciliar”, explica.
Com um time formado por cerca de 200 profissionais, a Aduvi realizou em 2013 mais de 4 mil atendimentos, tendo uma média de 360 pacientes por mês. O enfermeiro captador (ou auditor) avalia os pacientes que estão internados há mais de 15 dias, com o consentimento do médico assistente, que também avalia se devem continuar ou terminar o tratamento em casa. Depois, a eventual possibilidade de desospitalizar é discutida com a família, que acaba recebendo treinamento de enfermeiros para o cuidado do paciente em casa.
Além da
aceitação dos profissionais, outra questão previsível era a judicialização. Por
isso, com apoio da assessoria jurídica, foi criado um Comitê Multidisciplinar
de Desospitalização, no qual os casos mais complexos são debatidos sob
diferentes focos: assistencial, operacional, social, financeiro e jurídico.
Para
Almeida, o grande valor do projeto é poder acompanhar o custo efetividade de um
serviço próprio por meio de indicadores antes não aferidos. Para ter uma ideia,
a economia gerada em um ano chegou a mais de R$ 2,5 milhões. Um exemplo mais
concreto está no custo de R$ 5,1 milhões, de 77 pacientes em um período de 6
meses antes da desospitalização; enquanto nos seis meses após foi de R$ 2,6
milhões, ou seja, 50% a menos.
O
executivo garante, ainda, que houve 50% de redução no tempo da triagem e
indicadores de satisfação dos clientes assistidos acima da meta de 90% e lembra
que menos de 5% destes pacientes retornam ao hospital.
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Fonte: http://saudebusiness365.com.br/
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