quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Alzheimer pode ser transmissível, diz estudo


Pesquisadores britânicos dizem ter encontrado evidências de transmissão da Doença de Alzheimer durante procedimentos médicos, em um padrão semelhante ao observado com outro mal degenerativo cerebral, a Doença de Creutzfeldt-Jakob.

Em um estudo publicado na revista científica Nature, cientistas da University College London argumentam que instrumentos cirúrgicos e agulhas podem apresentar um raro mas potencial risco de contágio.

Placas

Trata-se de uma estimativa ainda teórica, feita com base em autópsias de cérebros de oito pacientes. Especialistas já refutaram o "palpite", dizendo que os resultados do estudo são inconclusivos.

O Alzheimer é um tipo de demência que é mais comum em pessoas de idade avançada. Trata-se de uma "morte" de células cerebrais e de um encolhimento do órgão, o que afeta muitas de suas funções. Cerca de 35 milhões de pessoas no mundo sofrem de Alzheimer.

No Brasil, a doença degenerativa afeta cerca de 1,2 milhão de pessoas.

A Doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD) pode afetar pessoas mais jovens.

Há dois grandes sinais do Alzheimer que podem ser detectados por cientistas. O primeiro é um aglomerado de fragmentos proteicos da proteína beta-amiloide, chamados de placas amiloides. O outro é a presença de emaranhados de uma proteína conhecida como tau.

Quando a equipe de cientistas comandada John Collinge estudou os cérebros de pacientes recém-falecidos em função da Doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD, na sigla inglesa), topou justamente com essas pistas.

Baixo

Todos os pacientes tinham contraído a doença através de injeções de hormônio de crescimento que receberam quando crianças. Entre os oito corpos estudados, sete tinham depósitos amiloides, algo surpreendente por causa da idade relativamente jovem (entre 31 e 51 anos).

Para Collinge, a descoberta sugere que os hormônios podem ter passado pequenas quantidades - ou "sementes" - de beta-amiloides, além das proteínas que causaram o CJD.

Isso significa que, em teoria, amiloides podem ser espalhados acidentalmente em procedimentos médicos e cirúrgicos e "semear" o Alzheimer.

Estudos feitos em animais corroboram a tese, mas é preciso cautela.

Nenhum dos pacientes analisados teve diagnóstico de Alzheimer e não está claro se desenvolveriam demência. Também não há provas de que o acúmulo de amiloides estava diretamente ligado às injeções de hormônios.

Collinge, por sinal, afirma que mais estudos precisam ser feitos. Ele diz já ter contactado o Ministério da Saúde do Reino Unido para checar se existem antigos estoques de hormônio de crescimento que podem ser examinados para detectar a presença de amiloides.

"Não acho que seja causa para alarme. Ninguém precisa adiar ou cancelar cirurgias", disse o cientista.

Tratamentos com injeções de hormônio de crescimento - extraídos de cadáveres humanos - foram interrompidos em 1985 depois de descoberto o risco de contágio com CJD. Testes especiais passaram a ser feito em hospitais para minimizar os riscos.

Para o médico Eric Karran, diretor da Alzheimer Research UK, entidade que promove pesquisas sobre a doença, as atuais medidas de profilaxia hospitalar já tornam o risco de contágio com CJD extremamente baixo, e mesmo que se confirme o risco de transmissão do Alzheimer, há fatores mais determinantes.

"Os principais fatores de risco do Alzheimer ainda são idade, genética e hábitos", afirma Karran.

Para o médico Eric Karran, diretor da Alzheimer Research UK, entidade que promove pesquisas sobre a doença, as atuais medidas de profilaxia hospitalar já tornam o risco de contágio com CJD extremamente baixo, e mesmo que se confirme o risco de transmissão do Alzheimer, há fatores mais determinantes.

"Os principais fatores de risco do Alzheimer ainda são idade, genética e hábitos", afirma Karran

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BBC Brasil
Eduardo Albuquerque


Livre-se das dores nos pés após a corrida

Escada pés e massagem ajudam na recuperação para voltar ao treino


Pés exaustos, doloridos e com as unhas de fazer dó. O cenário é comum entre os apaixonados pela corrida e, algumas vezes, até prejudica - ou impede! - o treino. "As dores após o treino podem ser causadas por lesões musculares, nos tendões ou nas articulações. Em todos os casos é aconselhado fazer uma preparação e recuperação antes de praticar exercícios novamente", explica o fisiologista Raul Santo, da Unifesp.

Mesmo que o problema seja comum, é preciso procurar um médico caso o desconforto persista por mais de dois dias, a dor seja muito forte ou se os pés estiverem inchados. "Em alguns casos é preciso fazer fisioterapia para reaprender a pisar e retomar os treinos de corrida. Se a dor for crônica, apenas um médico poderá indicar o tratamento mais indicado", explica o ortopedista Evaldo Bósio, especialista do Minha Vida. Para as situações em que as dores não passam de fadiga, as soluções abaixo são as mais indicadas. Escolha uma delas e relaxe.

Escalda pés

Esse método, bastante praticado para diminuir o estresse, também aumenta a circulação corporal, relaxa e recupera os músculos dos pés. Segundo a terapeuta Shirlei Fideles, do Otris Spa Urbano, o método pode ser feito apenas com água quente (a 35°), mas óleos e sais especiais aumentam ainda mais a sensação de relaxamento. "O sal grosso pode ser usado para ativar a circulação nos pés. A essência de lavanda, por sua vez, tem propriedades relaxantes, que acabam com o estresse acumulado nos músculos", explica a terapeuta.

É importante, após o relaxamento, fazer uma massagem com a toalha na hora de enxugar os pés, relaxando ainda mais os músculos.

Gelo

Também conhecido como crioterapia, o tratamento de lesões e desconfortos com gelo é bastante comum para quem pratica exercícios. "Os principais efeitos da aplicação do gelo nos músculos dos pés, ou de qualquer outro músculo" super utilizado em uma atividade física, são a diminuição da dor (analgesia) e do espasmo muscular, explica o fisioterapeuta Maurício Garcia, especialista do Minha 

Vida.

O gelo diminui a circulação e a transmissão de impulsos nervosos e, por isso, alivia a dor. "Colocar gelo envolvido por um pano ou toalha no local dolorido e fazer movimentos circulares durante 20 minutos, sempre com intervalos de cinco em cinco minutos para não queimar a pele, diminui a sensação de dor e acelera a recuperação do músculo", diz Raul Oliveira.

No entanto, ao usar gelo como analgésico para os pés, é preciso tomar alguns cuidados. "Como o pé é uma região bastante vascularizada, o contato prolongado com baixas temperaturas pode causar desconforto e ainda mais dores", explica Maurício Garcia.

Água quente

Tentar relaxar os pés usando água muito quente pode ter dois resultados: melhorar ou piorar as dores. "Colocar uma bolsa de água quente nos pés relaxa os músculos e articulações, provocando a sensação de recuperação e bem-estar. Mas, se a água estiver muito quente, essa medida pode esquentar muito os vasos sanguíneos, provocando mais micro lesões que causam as dores", completa o fisiologista Raul Santo.

Massagem

Massagear os pés quando a dor aparece depois do treino é uma boa medida para acabar com ao desconforto e se recuperar o rapidamente para outra rotina de treinos "Massagear a região causa desconforto em um primeiro momento, devido à irritação e possível inflamação do local, mas depois ela ajuda a tirar os nós dos músculos e a amenizar as dores causadas pelas microlesões", explica o fisiologista Raul Santo.

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Fonte: Minha Vida

Eduardo Albuquerque

Você sabe o que é intolerância à lactose? Entenda mais


A intolerância à lactose é uma condição caracterizada pela dificuldade em digerir a lactose, açúcar presente no leite e em seus derivados.  Algumas pessoas, por motivos desconhecidos, apresentam deficiência de lactase, enzima necessária para a digestão da lactose, o que leva a desenvolver a intolerância aos laticínios, explica o blog "Meu prato saudável", do Instituto do Coração de São Paulo (Incor).

A lactose é o açúcar presente no leite e em seus derivados. Ela é formada por glicose e galactose, substâncias que o organismo não consegue absorver sem a ajuda da lactase, que é a enzima responsável por quebrar a lactose em porções menores para que seja aproveitada pelo corpo, sem causar prejuízos.

A digestão da lactose pelo organismo acontece no intestino delgado. Entretanto, nas pessoas que apresentam deficiência da lactase, os produtos lácteos vão direto para o cólon, parte do intestino grosso, sem a digestão da lactose.

Com isso, a substância é convertida em gordura, gás carbônico e hidrogênio pelas bactérias da flora intestinal, produzindo um processo de fermentação no intestino. É essa etapa da digestão dos produtos lácteos que causa os sintomas da intolerância à lactose.

Segundo dados da Federação Brasileira de Gastroenterologia, mais de 40% da população brasileira tem algum tipo de intolerância aos produtos lácteos. Os mamíferos apresentam uma queda natural na produção de lactase, depois que são desmamados.
 Sinais e Sintomas 
Inchaço do abdômen (barriga)Gases Diarreia ou fezes amolecidas Aumento da acidez das fezes e como consequência assaduras na região anal sensação de indigestão desnutrição em casos de má absorção intestinal
 Vale lembrar que os sintomas variam de intensidade e de pessoa para pessoa, uma vez que tudo vai depender da quantidade de lactose ingerida e da quantidade da enzima lactase deficiente.

O tratamento parece ser simples, ou seja, basta retirar da alimentação os produtos lácteos, incluindo o leite. Porém é justamente por meio da ingestão dos laticínios que obtemos o cálcio, mineral essencial para a formação e fortalecimentos dos ossos e dos dentes, funcionamento da função cardíaca, contração muscular, coagulação do sangue, entre outras funções.

Portanto, a restrição aos produtos lácteos é importante, porém é necessário investir em outros alimentos para repor o cálcio ou até usar, com prescrição médica, uma suplementação de cálcio.
Além da dieta restritiva, já existem suplementos de lactase, que devem ser ingeridos juntamente com o produto lácteo. Entretanto, são caros e necessitam de um período de adaptação do corpo. Só devem ser usados com prescrição médica.

Dicas

Pessoas com intolerância à lactose devem ficar atentas aos rótulos de todos os produtos industrializados (bolos, bolachas, molhos, etc.) e em alimentos preparados de forma caseira, que contenham leite, queijos, manteiga, creme de leite, requeijão e todos os tipos de laticínio. Outra dica importante é ficar de olho nos medicamentos, leia a bula para saber se eles contêm lactose.

No mercado brasileiro existem vários produtos sem lactose. Para substituir o leite de vaca é possível usar o leite de soja, de arroz ou ainda formulações de leite com baixa lactose. É válido caprichar na dieta, consumindo frutas, verduras, legumes e outros alimentos ricos em cálcio, como:
 – tofu
– espinafre e vegetais verde-escuros em geral
– oleaginosas como a amêndoa
– ovos
– frutas em geral
– sardinha
– semente de gergelim
– salsinha
– grão-de-bico
– feijão
– frutos do mar como o siri e o caranguejo


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Fonte: Notícias ao Minuto
Eduardo Albuquerque