sábado, 10 de setembro de 2016

Como a Telemedicina está transformando a Saúde


Apesar do seu estágio “pífio” no Brasil, depois de anos de grandes promessas, a Telemedicina [1] está finalmente começando a fazer jus ao seu potencial. A situação da Telemedicina no nosso país está “atravancada” por causa de uma legislação médica antiquada e completamente dissociada da gigantesca evolução tecnológica atual.
Impulsionada pelas conexões mais rápidas de Internet (fixa e móvel), pela onipresença dos smartphones e pelas mudanças de padrões no mercado segurador, mais provedores de saúde estão se voltando para as comunicações eletrônicas para fazer seus trabalhos – e isso está alterando a prestação dos serviços no segmento de saúde.
Na matéria [2] já tínhamos destacado algumas “apps” de Telemedicina – como Doctor On Demand, HealthTap e Pingmd – que já estão sendo usadas nos EUA.
Algumas operadoras de saúde já estão começando a “abraçar” a Telemedicina nos seus serviços [3] e [4]. Por exemplo, a famosa americana Kaiser Permanente do noroeste da Califórnia oferece a seus pacientes consultas médicas de 10 a 15 minutos através do telefone, como também, um site seguro onde os pacientes podem trocar mensagens com os médicos da Kaiser [5-7]. Metade das suas consultas são virtuais [6], e o CEO da Kaiser informou que 80% dos casos de dermatologia envolvendo erupção da pele são resolvidos via comunicação digital. Outras seguradoras americanas também estão entrando no “universo” da Telemedicina [8-9].
Um outro peso-pesado da saúde americana que começou a apostar na Telemedicina é a UnitedHealthcare -UHC (que adquiriu no Brasil a Amil em 2012 e o Grupo Santa Helena Saúde em 2016). Em 2015, a UHC anunciou a sua iniciativa de Telemedicina [9.1] e fez parcerias com 03 provedores de serviços de Telemedicina (Optum´s NowClinic [9.2], Doctor on Demand, e American Well) [9.3] e [9.4]. Ver aqui os serviços de Telemedicina da UnitedHealthcare [9.5]. Recentemente a UHC anunciou a sua política de reembolso dos serviços de Telemedicina [9.6]. A Now Clinic é uma empresa de Telemedicina da Optum Health que é do Grupo da UnitedHelathcare.
Os médicos estão se conectando com os pacientes através de telefone, e-mail, ferramentas de “Instant Message” e webcam. Eles também estão se consultando uns com os outros eletronicamente, por vezes, para tomar decisões em frações de segundo, relativa a ataques cardíacos e derrames. Os pacientes, por sua vez, estão usando novos dispositivos para transmitir a sua pressão arterial, frequência cardíaca e outros sinais vitais para os seus médicos para que eles possam gerenciar as condições crônicas deles remotamente. A Telemedicina também permite um melhor atendimento em locais onde a “expertise” médica é rara (como em regiões remotas).
Lei a reportagem na integra
_Eduardo Albuquerque


Nota conjunta CONASS e CONASEMS sobre a PEC 241

O Conselho Nacional de Secretarias Estaduais de Saúde (CONASS) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) vêm a publico manifestar acerca da Proposta de Emenda Constitucional n. 241 apresentada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional.
A PEC 241 tem por objetivo alterar a Constituição Federal no sentido de instituir um novo Regime Fiscal para os Poderes da União e os órgãos federais com autonomia administrativa e financeira integrantes do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social, com vigência por 20 anos. Tal instrumento prevê a limitação do crescimento dos gastos públicos na gestão Federal, com perdas consideráveis de recursos destinados as áreas sociais especialmente aos gastos com Ações e Serviços Públicos em Saúde (ASPS), produzindo efeitos desastrosos nas esferas de gestão municipal e estadual da saúde.
A proposta estabelece que a partir de 2017 haverá uma limitação anual das despesas da União em valores reais, ou seja, apenas poderá ser gasto o valor do ano anterior corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampla (IPCA). Em resumo, a proposta apresentada determina que a despesa da União no ano de 2026 será a mesma, em termos reais, da executada (paga) em 2016.

_Eduardo Albuquerque

Judicialização na Saúde

A judicialização na saúde é o tema central desta décima nona edição da Revista Consensus. A participação do Conselho Nacional de Justiça na assembleia do CONASS, em abril, alcançou o principal e mais claro objetivo do encontro: aproximar saúde e justiça e fomentar a articulação e interação entre ambas, tendo em vista o crescimento exponencial e desordenado das ações judiciais que envolvem a saúde.
O atendimento às necessidades da população é atribuição essencial da saúde e também da justiça e, vez por outra, elas se deparam com o dilema “direito individual versus direito coletivo”. Além disso, tratam de tantas outras questões pontuais e específicas, quase sempre atreladas aos direitos dos cidadãos estabelecidos constitucionalmente. Para lidar com este grande desafio, a estratégia é estreitar a relação e criar mecanismos de assessoramento que subsidiem mutuamente a justiça e a saúde.
Na entrevista, o ministro da saúde, Ricardo Barros, fala a respeito da melhoria da gestão e do financiamento da saúde e explica como pretende aperfeiçoar os sistemas de informação do Sistema Único de Saúde (SUS) para que sejam integrados em todo o país, visando a transparência da utilização dos recursos e das ações e serviços de saúde.
Além da qualificação da gestão, Barros também aborda questões como o controle de gastos públicos com a saúde e a garantia das ações e dos serviços de saúde num cenário de restrição orçamentária.
As arboviroses são tema da seção Saúde em Foco, na qual seguimos tratando dos debates ocorridos nas assembleias do CONASS, onde especialistas, pesquisadores e gestores trocam experiências e traçam caminhos para o enfrentamento das doenças causadas pelo Aedes aegypti.
No campo da promoção da saúde, trazemos o registro do seminário – O papel e a importância da Comunicação para a promoção da saúde –, ocorrido na ocasião da 22ª Conferência Mundial de Promoção da Saúde, em Curitiba/PR. No encontro, conferencistas franceses, canadenses, africanos e brasileiros falaram a respeito dos principais desafios para a promoção da saúde em seus países e discutiram estratégias de comunicação que possam ajudar a enfrenta-los.
O artigo desta edição aborda o tema da cobertura universal em uma perspectiva jurídica e sanitária e apresenta uma síntese histórica sobre o assunto, situando a saúde como direito humano fundamental e apontando para a proposta de cobertura universal adotada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em 2012.
Desejamos a todos uma excelente leitura!
http://www.conass.org.br/biblioteca/edicao-19-abril-maio-e-junho-de-2016/

 _Eduardo Albuquerque

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Os 2 piores tipos de hospitais para trabalhar a receita

Todos conhecem o prêmio de melhor empresa para trabalhar. Não vamos aqui fazer apologia do caos criando uma lista “de ponta cabeça”. Não se trata de avaliar clima organizacional.

Nos cursos do Modelo GFACH discutimos a complexidade das regras de financiamento hospitalar, da dificuldade de realizar a receita nos diversos “cantos hospitalares” em que ela se origina, e da “relação conflitante” com as fontes pagadoras e parceiros comerciais.

Nos cursos do Modelo GCST discutimos como o hospital se diferencia das demais empresas porque são milhares de produtos diferentes para estimar custo e calcular a margem de contribuição.

E chegamos à conclusão da razão pela qual os gestores comerciais, de faturamento e de auditoria hospitalar não usam uma simples calculadora como acontece nos demais segmentos de mercado – são obrigados a usar Excel “como gente grande” !!!

Neste cenário também concluímos que quando você deixa de trabalhar em um hospital e vai para outro a primeira coisa a fazer é se perguntar: onde está, quem são os mantenedores deste hospital, o que esperam de mim, como este hospital se sustenta “no meio da bagunça do sistema de financiamento da saúde no Brasil” ?

Então, não em função de clima organizacional “ou coisa que o valha”, mas em função da complexidade que envolve o relacionamento comercial com as fontes pagadoras e parceiros comerciais – em função da complexidade das regras e práticas do sus e da Saúde Suplementar – e em função da mantenedora e seus interesses … fazemos uma lista dizendo aos alunos: se tiver que escolher um hospital para trabalhar nesta área, pense bem !!!
Primeiro

Se tiver opção, fuja dos hospitais públicos com Porta 2. Aqueles que atendem na maioria SUS, e reserva uma minoria do volume para Saúde Suplementar. Se você “cair” num hospital destes vai ter que dominar tanto as regras do SUS quanto da Saúde Suplementar. Conheço milhares de especialistas em uma e outra coisa (SUS ou Saúde Suplementar), alguns brilhantes (fora da média). Pois bem, mesmo os brilhantes em SUS não dominam completamente o sistema SUS, e mesmo os brilhantes em Saúde Suplementar não dominam completamente a Saúde Suplementar – então: você está preparado para ter que conhecer bem os dois sistemas ?

Diferente dos hospitais benemerentes que atendem os 2 sistemas (por exemplo, as Santas Casas), o hospital público de porta 2 geralmente não possui estrutura profissional especializada para lidar com isso.
Se este hospital for geral (não especializado) trabalhar pacotes na Saúde Suplementar é praticamente proibitivo: as informações fluem neste tipo de hospital como “balas perdidas” – você sabe que existem, não chegam a você, e você “dá até Graças a Deus” por não vê-las.

Se estiver em um hospital destes, como se diz em lá em Natal, “vai ser com emoção” !

Segundo

Outro hospital muito difícil é o hospital de rede própria que atende outras operadoras. Por exemplos: hospital de uma operadora que atende demais operadoras.

Nestes é bem provável que vai lidar apenas com Saúde Suplementar, e vai lidar com ela da mesma forma que os demais hospitais … não é esse o problema.

O problema é que um hospital de rede própria fundamentalmente existe para reduzir custo da mantenedora, caso contrário a mantenedora compraria o serviço no mercado ao invés de operar um hospital.

Se o hospital só atende a própria mantenedora o relacionamento com médicos e parceiros se baseia puramente na eficiência, e o médico (por exemplo) é um funcionário como outro qualquer. Mas se atende outras operadoras se obriga ao enquadramento nas regras comuns de mercado: deve tratar o médico como parceiro e não como funcionário e a eficiência geralmente não está na lista das prioridades.

Olhando para as contas hospitalares deste hospital: nos atendimentos que ele faz para a própria operadora pode falhar um pouco na composição, e pode ser objeto de uma auditoria “um pouco mais frouxa”. Mas nos atendimentos que ele faz para as demais operadoras a falha de faturamento é imperdoável, e o processo de auditoria “é o inferno que todos conhecemos”.
Trabalhar custos e pacotes neste tipo de hospital é complicado porque dependendo de quem é o cliente do atendimento segue protocolo rígido, ou “sem protocolo algum”.

Então se estiver neste tipo de hospital, a gestão comercial, de faturamento e de auditoria, ora é de uma forma, ora é de outra, dependendo de quem paga a conta. Acho que não necessito dizer o quanto isso é “danoso” para quem trabalha nestas áreas !!!

Vamos parar nestes dois para não nos alongarmos muito. Posso dizer que o hospital menos complicado que existe é o particular, de rede própria, que só atende pacientes da mantenedora, é especializado, e só tem internação clínica – sem pronto socorro, SADT aberto, ambulatório, etc. Não quer dizer que seja fácil – se estiver em um desses e reclamar que “tem que matar um leão por dia”, considere que nos que citei acima se tiver muita sorte “escapa de um leão por dia”.

Quero lembrar que nos sites dos modelos GFACH e GCST existe vasto material sobre estes temas, e os diferentes tipos de hospitais que existem, inclusive com a possibilidade de baixar gratuitamente livro, slides de curso, exercícios e simulados de provas de proficiência – não é necessário login, senha, etc … basta entrar e fazer o download.

Fonte: http://saudebusiness.com/os-2-piores-tipos-de-hospitais-para-trabalhar-receita/

Eduardo Albuquerque

Saúde celebra contrato com a UFRN que irá beneficiar população de 40 municípios

Nesta sexta-feira (9), o Governo do RN, através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) irá oficializar o Contrato Organizativo de Ação Pública Ensino-Saúde (COAPES) em parceria com a UFRN. A solenidade será realizada às 9h30, em Caicó, na Escola Multicampi de Ciências Médicas (EMCM) da UFRN e contará com a presença do secretário de Saúde, George Antunes, da reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz, além de prefeitos e profissionais de saúde de cerca de 40 municípios da 4ª e 5ª região, que também integrarão o COAPES juntamente com a UERN e a Unp.

Através do contrato, as unidades de saúde irão se tornar campos de formação dos alunos de Medicina da universidade no interior do Estado. O COAPES é um dispositivo da Política Nacional de Educação Permanente ofertado aos atores do Sistema Único de Saúde (gestores, trabalhadores e usuários) e da Educação Superior na área de saúde (gestores, docentes e estudantes) para promover processos participativos na construção da formação e desenvolvimento profissional no SUS e para o SUS.

A UFRN irá disponibilizar um programa de residência médica em clínica médica com os graduados em Medicina, em torno de 60 horas/aula sem custo algum para o Estado, com bolsas custeadas pelo Ministério da Educação.

Para tratar deste e de outros assuntos, o titular da Sesap, George Antunes, esteve reunido no início da noite desta segunda-feira (5) com a reitora da UFRN, o pró-reitor de Planejamento, João Emanuel Evangelista e o assessor para Gestão dos Hospitais Universitários, Juarez da Costa Ferreira.

Criado pela portaria interministerial 1.127 de 4 de agosto de 2015, o COAPES tem, entre outros objetivos, fortalecer a integração entre ensino, serviços e comunidade no âmbito do SUS e garantir o acesso aos estabelecimentos de saúde como cenário para práticas de formação no âmbito da graduação e residência em saúde, formando profissionais em consonância com os princípios e diretrizes do SUS.

O secretário de Saúde avaliou como bastante positiva a parceria: “Vai contribuir para melhoria na assistência à saúde da população de Caicó e dos municípios vizinhos“, afirmou. A reitora Ângela Maria Paiva Cruz afirmou que a UFRN tem necessidade de ampliar os espaços de formação dos alunos: “Temos uma agenda bem positiva e acho que este é o melhor cenário para esta parceria”, afirmou a reitora.

Durante a reunião, Ângela Paiva ainda apresentou a necessidade de um contrato específico com o Hospital Regional do Seridó, em Caicó, para permitir a realização de obras nas instalações do prédio que, após reformado, oferecerá estrutura adequada para receber os estudantes universitários. “O hospital regional de Caicó deve se tornar uma unidade de ensino”, defendeu a reitora. George Antunes recebeu este e os demais pleitos apresentados e se dispôs a concretizá-los, ciente da importância da cooperação com a UFRN no atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). 


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Fonte: Assessoria de Comunicação - ASCOM/SESAP
Eduardo Albuquerque