Apesar
do seu estágio “pífio” no Brasil, depois de anos de grandes promessas, a
Telemedicina [1] está finalmente começando a fazer jus ao seu potencial. A
situação da Telemedicina no nosso país está “atravancada” por causa de uma
legislação médica antiquada e completamente dissociada da gigantesca evolução
tecnológica atual.
Impulsionada pelas conexões
mais rápidas de Internet (fixa e móvel), pela onipresença dos smartphones e
pelas mudanças de padrões no mercado segurador, mais provedores de saúde estão
se voltando para as comunicações eletrônicas para fazer seus trabalhos – e isso
está alterando a prestação dos serviços no segmento de saúde.
Na matéria [2] já tínhamos
destacado algumas “apps” de Telemedicina – como Doctor On Demand, HealthTap e
Pingmd – que já estão sendo usadas nos EUA.
Algumas operadoras de saúde já
estão começando a “abraçar” a Telemedicina nos seus serviços [3] e [4]. Por
exemplo, a famosa americana Kaiser Permanente do noroeste da Califórnia oferece
a seus pacientes consultas médicas de 10 a 15 minutos através do telefone, como
também, um site seguro onde os pacientes podem trocar mensagens com os médicos
da Kaiser [5-7]. Metade das suas consultas são virtuais [6], e o CEO da Kaiser
informou que 80% dos casos de dermatologia envolvendo erupção da pele são
resolvidos via comunicação digital. Outras seguradoras americanas também estão
entrando no “universo” da Telemedicina [8-9].
Um outro peso-pesado da saúde
americana que começou a apostar na Telemedicina é a UnitedHealthcare -UHC (que
adquiriu no Brasil a Amil em 2012 e o Grupo Santa Helena Saúde em 2016). Em
2015, a UHC anunciou a sua iniciativa de Telemedicina [9.1] e fez parcerias com
03 provedores de serviços de Telemedicina (Optum´s NowClinic [9.2], Doctor on
Demand, e American Well) [9.3] e [9.4]. Ver aqui os serviços de Telemedicina da
UnitedHealthcare [9.5]. Recentemente a UHC anunciou a sua política de reembolso
dos serviços de Telemedicina [9.6]. A Now Clinic é uma empresa de Telemedicina
da Optum Health que é do Grupo da UnitedHelathcare.
Os médicos estão se conectando
com os pacientes através de telefone, e-mail, ferramentas de “Instant Message”
e webcam. Eles também estão se consultando uns com os outros eletronicamente,
por vezes, para tomar decisões em frações de segundo, relativa a ataques
cardíacos e derrames. Os pacientes, por sua vez, estão usando novos
dispositivos para transmitir a sua pressão arterial, frequência cardíaca e
outros sinais vitais para os seus médicos para que eles possam gerenciar as
condições crônicas deles remotamente. A Telemedicina também permite um melhor
atendimento em locais onde a “expertise” médica é rara (como em regiões
remotas).
Lei a
reportagem na integra
_Eduardo Albuquerque



