quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Eleito presidente da Femurn, Francisco José Júnior diz que meta é estreitar laços dos Municípios com o Governo e com o Tribunal de Contas

Eleito presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte, com uma maioria de 10 votos sobre o segundo colocado, presidente por dois biênios, Benes Leocádio, o prefeito Francisco José Júnior falou ao Blog assim que, na contagem de votos, os seus chegaram a 73, maioria dos 145 votos registrados na eleição desta quinta-feira.



Ainda sem saber o resultado geral, Francisco José, abordado pelo Blog, falou da eleição, das propostas e das prioridades.

Cumprimentou o antecessor e disse que espera contar com a experiência dele, vez que a política da boa vizinhança fez parte de um pacto firmado entre os dois candidatos antes da eleição.

Thaisa Galvão – Prefeito, como avalia a eleição e esse resultado?
Francisco José Jr – Estou muito feliz, essa foi uma das eleições mais difíceis que eu participei, e deixa a gente mais motivado do que a gente já estava, e também com mais compromissos porque recebi a confiança da maioria dos colegas prefeitos, eu sou praticamente o caçula da Federação, mas eu já tenho isso no meu DNA político, essas causas maiores, e agora nós temos um dever a cumprir, de representar todos os municípios do Rio Grande do Norte. Nós prefeitos que somos os mais procurados, os mais cobrados, os mais exigidos, e agora vamos estabelecer essa luta em prol dos municípios, fazendo parcerias com o governo do Estado, com o governo federal, lógico que sem abaixar a cabeça para os poderes, mas buscando uma parceria porque parceria é o sucesso de qualquer gestão. Então vamos fazer o que fizemos na Fecam, na Câmara Municipal, na Prefeitura de Mossoró, a nossa gestão será participativa. Com essa fórmula vamos melhorar ainda mais a Federação que foi presidida por Benes, que é um amigo, companheiro, que fizemos um pacto antes da eleição, que qualquer que fosse o vencedor nós estaríamos juntos e irmanados em prol dos municípios do Rio Grande do Norte.

Thaisa Galvão – O presidente Benes Leocádio informou que a Femurn tem em conta, 1 milhão de reais. O que será feito com esse dinheiro?
Francisco José Jr – Nós vamos discutir com a nossa chapa, esse dinheiro foi poupado pela atual gestão para construção de uma sede própria, e essa é uma de nossas bandeiras de luta.

Thaisa Galvão – O que o presidente vai fazer nos primeiros dias?
Francisco José Jr – Vamos marcar duas reuniões. Uma com o Tribunal de Contas, no sentido de estreitar laços e para proteger os municípios, no sentido de entender as suas regras, e a outra com o governador, no sentido de solicitar um terreno ou um prédio para a sede própria. Se for um prédio nós vamos gastar menos, se for um terreno, será esse dinheiro para construir essa sede própria, já que pagamos um aluguel de 10 mil por mês e a sede não é tão estruturada. Nós queremos uma sede mais estruturada, criar consultorias, criar gabinetes para dar suporte aos, um escritório em Brasília, também para atender às prefeituras, e eu tenho certeza que depois disso, eu não resolvo nada só, eu tenho uma chapa, eu tenho um conselho, então nós vamos nos reunir e definir o que fazer com esse dinheiro.

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Fonte: http://www.thaisagalvao.com.br/
Eduardo Albuquerque

O Governador Robinson Faria visita o Hospital Walfredo Gurgel e diz “É muito pior do que eu pensava"

A edição on line do Jornal de Hoje, com foto de José Aldenir, revela um governador espantado com a realidade que viu hoje.
Ele realizou a terceira visita de uma série que pretende contemplar todos os hospitais da rede estadual. Depois da visita feita ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, hoje pela manhã, o chefe do Executivo Estadual deu um diagnóstico antigo e que muitos cidadãos já conhecem sobre o maior pronto-socorro do Estado.
“É muito pior do que eu pensava. É um drama. As pessoas estão perdendo o pé porque o Estado não tem campanhas pedagógicas para prevenir o agravamento de doenças como o diabetes. Isso é uma coisa desumana, um pai de família perder um órgão e deixar de trabalhar porque o Estado não cumpriu o seu papel”, acentuou o governador.

Uma análise rápida minha - esta situação que se perdura no Hospital Walfredo Gurgel, maior unidade de Urgência e Emergência do Rio Grande do Norte, que trata todos os tipos de causas externas (tiro, facada, envenenamento, engasgo, atropelamento, entre outros), como o abdome agudo, IAM - Infarto Agudo do Miocárdio, AVC, Traumatismo Craniano, queimados, tudo que você leito amigo pensar, é fruto de várias situações que o poder público permitiu ao longo dos anos.

A primeira dela foi à falta de política salarial e concurso público para profissionais médicos permitindo a contratação de cooperativas médicas e anestesistas, depois neurocirurgiões, pagando por plantão mais de dois mil reais. Ficou refém!

A segunda é a não política de reforço das unidades hospitalares na capital e no interior;

A terceira foi não fazer a regionalização dos serviços de saúde, tanto ambulatorial de média e alta complexidade como hospitalar;

A quarta foi não implementação de forma efetiva a regulação do acesso dos serviços de saúde, que também é chamada de regulação assistencial - consultas, exames e internação;

A quinta é não fazer a condução do processo saúde como gestor maior de saúde no Estado. É passivo, é uma mãe para os gestores municipais;

A sexta situação é a falta de responsabilidade dos gestores municipais de saúde que não cuidam, não realizam o mínimo possível constitucional para dar uma assistência aos seus munícipes, deixando a população sem cuidados que evitem agravamento na hipertensão arterial e na diabetes, doenças crônicas que se agravam pela falta do cuidado, chegando a amputações muitas, somos o Estado que mais amputa membro no País, média de 400 ano;

E a sétima situação que julgo gravíssimo é estarmos com mais de 70% dos serviços nas mãos do setor privado conveniado ao SUS, que barganho todo dia por mais aumento de financiamento, secando os cofres do Estado, consumindo todos os recursos possíveis, porém sem a capacidade instalada necessária para atender a população;

A oitava situação que considero tão grave quanto, é a falta de capacidade gerencial. O desconhecimento em gestão pública administrativa, de compromisso de muitos naquela instituição é grave.

Necessitamos melhorar os nossos equipamentos hospitalares, com equipamentos, insumos e recursos humanos qualificados - o HWG necessita fazer o segundo tempo das cirurgias da traumato-ortopedia, não é mais possível ficar dependendo dos hospitais Médico Cirúrgico e Memorial, vamos preparar o hospital estadual Dr. Ruy Pereira para realizar essas cirurgias.
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Fonte: Eduardo Albuquerque

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Resultado do Enem já está disponível


Os candidatos já podem consultar suas notas individuais no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

O resultado pode ser verificado no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para isso é necessário o número de inscrição ou do CPF e a senha criada no momento da inscrição.

Apesar de já estar disponível, a página enfrenta instabilidade por causa do elevado número de acessos. Os estudantes podem acessar as notas em cada uma das cinco áreas incluídas nos testes: ciências humanas, ciências da natureza, linguagens, códigos e suas tecnologias, matemática e redação.

Já o espelho da redação, com as notas em cada um das competências avaliadas, será divulgado em até 60 dias. O acesso às correções da redação é apenas pedagógico, não cabendo recurso.

A nota do Enem é usado como porta de entrada para o ensino superior no Brasil, podendo dar acesso ao Sistema Único de Seleção Unificada (Sisu), cujo inscrições poderão ser feitas de 19 a 22 deste mês, e do Programa Universidade Para Todos (ProUni), com inscrições de 26 a 29 de janeiro.

Além desses programas, os estudantes podem utilizar a nota para a certificação de conclusão do Ensino Médio, empréstimo pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e acesso ao programa de intercâmbio Ciências sem Fronteiras.


Apesar do acesso ter sido liberado, a página enfrenta instabilidade por causa da elevada procura.


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Fonte: Eduardo Albuquerque / nominuto.com



O Programa de Telemedicina da SESAP-RN – chega a marca de 500 mil diagnósticos em Cardiologia no RN.
             
O Programa de Telemedicina da SESAP-RN implantado no mês de Setembro/2010 (51 meses) quatro (4) anos, encontra-se em operação até a presente data, vem desenvolvendo assistência nas oito regiões de saúde na área da Tele eletrocardiograma via telefonia fixa, móvel e Internet na zonas rurais e urbanas das cidades, nas Unidades Básica de Saúde, Unidades de Estratégia de Saúde da Família – PSF, Unidades de Pronto-atendimentos – UPAS’s e Hospitais estaduais, municipais e filantrópicos sob a gestão municipal, através de 300 aparelhos eletrocardiógrafos de 12 derivações simultâneas que realiza os exames através das demandas geradas nos atendimentos médicos (consultas), onde a enfermagem realiza os exames, transmite para a Central de Telemedicina (médicos especialistas) na cidade de São Paulo/SP e Uberlândia/MG, através da  ITMS do Brasil Ltda., empresa Contratada para prover através dos médicos cardiologistas que prestam os serviços interpretando e emitindo o diagnóstico através de laudos, como também fornecem a segunda opinião médica, por meio virtual – os resultados dos eletrocardiogramas retornam em até 15 minutos para urgência e 30 minutos para o paciente eletivo.

O Rio Grande do Norte, através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), foi o primeiro Estado do País a implantar, como política assistencial de saúde

A Telemedicina representa um grande avanço na assistência cardiológica do Estado, contabilizando resultados positivos especialmente para os munícipes do SUS-RN, como também para todo o Sistema Único de Saúde.

O Projeto de Telemedicina foi aprovado pelo Ministério da Saúde que custeia através de Portaria os serviços, sendo hoje uma referência no serviço para o país.

Como não é impossível ter um cardiologista em cada município do Estado, e o eletrocardiograma necessita de um especialista para interpretá-lo, o Programa de Telemedicina é um suporte importante para cobrir locais sem a presença desse profissional "explica o Coordenador do Programa, o Gestor Público Carlos Eduardo de Albuquerque Costa".

Estamos com o foco atual voltado para as Unidades de Estratégia de Saúde da Família – UESF, localizadas na zona rural dos municípios, áreas remotas, locais que por ventura não possua telefonia fixa, utilizaremos o sinal de telefonia móvel para prover a assistência a essa população.

O sistema funciona 24 horas em todos os dias da semana, no período de quatro (4) anos de funcionamento já realizaram 300.239 exames, com 512.656 diagnósticos em cardiologia, sendo 13.737 Infartos, 4.970 Arritmias Supraventriculares, 7.896 Taquicardias Supraventriculares, 230 Taquicardias Ventriculares, 7.778 Arritmias Ventriculares, 45.779 Condução IV (Bloqueios de ramo), 2.835 Sobrecargas atriais e ventriculares, 46429 Repolarização, 843 pacientes com Marcapasso, entre outros, isso em 237 pontos assistenciais de saúde – UBS, UESF, UPA e Hospitais, com um custo muito baixo para o sistema. A Tabela SUS para uma consulta especializada com exame de eletrocardiograma R$ 15,50 (quinze reis e cinquenta centavos), o programa estar remunerando R$ 9,44 (nove reais e quarenta e quatro centavos). Existe demanda na população SUS-RN, que corresponde há 3.408.510 habitantes e, através da telemedicina, conseguimos ter um cardiologista para cada habitante de forma virtual.

Temos demanda e estamos minimizando as dores, os sofrimentos, sequelas daqueles que utilizam o SUS-RN, seja o mais ou menos abastado, que possua ou não plano de saúde, chegou as nossas portas, atendemos!

Possuímos um banco de dados que se aproxima de quinhentos (500) mil diagnósticos em cardiologia, altamente rico para os trabalhos de epidemiologia e estudos por município, regiões e estado, podendo ser utilizados para emissão dos relatórios gerenciais e estáticos para cada gestor.

O Programa funciona de forma simples. “Basta uma linha telefônica convencional ou aparelho celular para enviar o exame por meio de sinais sonoros a uma Central da Telemedicina” – a Central decodifica a transmissão gravada em um banco de dados (prontuário eletrônico) imediatamente, a equipe médica de plantão analisa o eletrocardiograma enviado pelo médico.

Atendemos aquele paciente que busca a UBS, UESF, UPA ou um hospital com queixa de dor precordial, alguma queixa de dor no peito e que dentro dos protocolos da área cardiologia permite a realização de um eletrocardiograma.

Atendemos também aos pacientes dos diversos municípios que necessitam de risco cirúrgico cardiológico para a realização de um procedimento cirúrgico eletivo.

Cada unidade executante gera seu boletim ambulatorial e informa ao DATASUS/MS sua estatística de realização dos tele eletrocardiogramas.

Fonte: Eduardo Albuquerque

Ministério quer triplicar leitos para transplantes de medula óssea

Expectativa do Ministério da Saúde é triplicar os existentes, passando de:

88 para 250

Até 2016, os pacientes que precisam de um transplante de medula óssea poderão contar com um número maior de leitos para a realização do procedimento. A expectativa do Ministério da Saúde é triplicar os existentes, passando de 88 para 250. 

A partir de incentivo financeiro, o objetivo é ampliar a capacidade de realização de transplante de medula óssea não aparentado (alogênico) no país. A pasta vai investir R$ 240 mil para abertura de cada novo leito ou ampliação dos já existentes, destinados a transplantes entre doadores e receptores sem ligação familiar. O recurso garante ainda a criação e a melhoria da qualificação da equipe de atendimento, a aquisição de equipamentos e materiais, além de permitir a reforma e/ou construção dos Centros de Transplantes, que hoje somam 27 unidades. Em 2003, eram apenas quatro serviços.

Para receber os recursos, os hospitais precisam apresentar um projeto ao Ministério da Saúde, se comprometer a habilitar cinco leitos e a realizar, no mínimo, dez transplantes de medula óssea não aparentado por ano, considerado o mais complexo. O transplante de medula óssea é um procedimento de alta complexidade. O paciente transplantado praticamente zera toda a sua capacidade de resposta imunológica, e, por isso, requer infraestrutura hospitalar que atenda requisitos de segurança, como isolamento, e uma equipe multidisciplinar qualificada para garantir o sucesso do procedimento.

De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o Brasil ampliou o número de potenciais doadores de medula óssea nos últimos anos. Em 2003, eram 300 mil. Hoje, são mais de 3,5 milhões de pessoas inscritas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). “Agora, um dos desafios a ser superado na área é garantir, aos pacientes que encontraram um doador compatível, acesso a leitos para se submeterem ao transplante. Por isso, estamos investindo na ampliação do serviço, estimulando, com recursos financeiros, hospitais públicos e filantrópicos a integrarem a rede de instituições credenciadas para realização deste tipo de procedimento. Esperamos passar de 88 leitos para 250 nos próximos dois anos”, ressaltou o ministro.

Outra novidade na área é a possibilidade de expansão da rede de atendimento. Antes restrito a hospitais de ensino, agora, a criação de novos centros também poderá ser solicitada por hospitais de gestão municipal, estadual e por entidades filantrópicas. Após aprovação e envio do recurso, o gestor local (Secretarias de Saúde Estadual e Municipal) terá 18 meses para executá-lo. Todas essas medidas estão detalhadas na Portaria 2.758, de 11 de dezembro de 2014.

NÚMEROS
Referência mundial no campo dos transplantes, o Brasil realiza 95% dos procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se do maior sistema público de transplantes do mundo. Em 2013, foram realizados 23.457 transplantes pelo SUS, sendo 2.113 de medula óssea, dos quais 1.059 foram autólogos e 672 alogênicos, sendo que 187 foram não aparentados. As leucemias agudas são as principais causas de transplantes no Brasil e no mundo.

REDOME – Nos últimos dez anos, o Brasil se esforçou para construir o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que é hoje o maior do mundo, com mais 3,5 milhões de registros. O banco reúne as informações genéticas e dados cadastrais dos doadores voluntários de medula óssea. Duas vezes ao dia, um sistema informatizado realiza o cruzamento das informações genéticas dos pacientes que estão necessitando de um transplante de medula com as disponíveis no Redome.

No Brasil, 78 hospitais oferecem transplante de medula do tipo autólogo (quando o paciente é seu próprio doador), e 27 unidades são credenciadas para transplantes alogênicos, entre pessoas que não são parentes. Entre 2003 e 2013, o Ministério da Saúde investiu em pesquisas envolvendo transplantes. Nesse mesmo período, a pasta fomentou 29 pesquisas nessa área, totalizando um investimento de R$ 4,4 milhões.

COMO SER DOADOR - O candidato a doador de medula óssea, com idade entre 18 e 54 anos, deve procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações. Em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para identificar a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador).

Os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome. Se o doador for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O transplante de medula óssea é um procedimento seguro. Os doadores retornam às suas atividades habituais, em geral, dois dias após a doação, e a medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias.

Fonte: http://saudebusiness365.com.br/

Brasil investe em Saúde menos que Argentina e Chile

Brasil investe em saúde menos de 490 dólares por habitante no ano, enquanto Argentina e Chile quase 700 dólares por pessoa e 550 respectivamente


Brasil investe em Saúde menos que Argentina e Chile
Apesar do desperdício de recursos que uma gestão ineficiente acarreta, é praticamente consenso entre profissionais e analistas de mercado que o financiamento do SUS não é suficiente. Mesmo sendo idealizado com o intuito de atender a todos, o Brasil é um dos países que menos investe em saúde: menos de 490 dólares por habitante em 2012, segundo Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes). 

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Sistemas de saúde que são considerados referências globais, como é o caso do Canadá e Inglaterra, investem respectivamente mais de 4 mil dólares e mais de 3 mil dólares por habitante em um ano. Ainda de acordo com o Cebes, entre os países da América do Sul, a Argentina investe quase 700 dólares por pessoa e o Chile, quase 550.

Com o objetivo de arrecadar maiores quantias para o setor, em 2000, a Emenda Constitucional 29 determinou que os municípios investissem em saúde pelo menos 15% do que arrecadam, e os estados, 12%, enquanto o governo federal deve investir o mesmo valor do ano anterior reajustado pela inflação. 

Entretanto, os recursos continuam insuficientes e, na tentativa de mudar esse quadro, tramita na Câmara o Projeto de Lei Complementar 321/13 chamado “Saúde+10”, que prevê a destinação pelo governo de pelo menos 10% das receitas correntes brutas para a saúde. Em 2014, poderiam ter sido R$ 41 bilhões a mais.

Recentemente, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, defendeu a criação de um tributo para o setor, semelhante à Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta em 2007, depois de muita polêmica entre os elos do mercado. 

A alternativa do imposto não foi vista com bom olhos por empresários e até representantes políticos e, enquanto as discussões permanecem, a Saúde continua sendo uma das principais preocupações do brasileiro. 

De acordo com publicação da Agência Câmara, em 20 anos, nenhum estado do País alcançou cobertura completa do SUS. Apenas dois ultrapassaram os 90% de cobertura: Piauí e Paraíba. Na outra ponta, sete estados têm atendimento abaixo da metade: Amazonas, Rio de Janeiro, Paraná, Roraima, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal, com 20%.

A consequência aparece em índices como “64% dos hospitais estão sempre com superlotação. Apenas 6% nunca estão cheios”, segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU). 

Fonte: http://saudebusiness365.com.br/

Dietas hospitalares podem ser isentas de tributos

Apenas 6,1% dos pacientes internados recebem algum tipo de terapia enteral. No grupo de não desnutridos, essa taxa é de ordem de 2,3%


Dietas hospitalares podem ser isentas de tributos
Dietas hospitalares enteral e parenteral podem ser isentas das contribuições para o PIS/Pasep Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). O Projeto de Lei 7771/14 reduz a zero as alíquotas desses tributos que incidem sobre a receita bruta dos prestadores. 

Apenas 6,1% dos pacientes internados na rede hospitalar receberam algum tipo de terapia enteral durante sua internação. No grupo de não desnutridos, essa taxa é de ordem de 2,3%.

Já no grupo dos pacientes desnutridos, só 10,1% receberam dieta enteral. “É insignificante a porcentagem de cada estado no uso de terapia enteral e parenteral no Brasil”, argumentou o autor do projeto, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), em comunicado. 

A isenção acarretaria  retornos econômicos, segundo o deputado. A desnutrição hospitalar representa custos elevados para o sistema, segundo Leite, por ser responsável por um índice mais alto de complicações cirúrgicas, mortalidade e períodos de internação mais longos. 

Definição

Nutrição enteral: alimentos são administradas através da boca, sonda nasal ou ostomias (estômago, intestinos). 

Parenteral: quando a passagem do alimento pelo aparelho digestório não pode ser realizada. Utiliza-se a via intravenosa para administração do alimento em forma de solução especial.

Tramitação
O projeto será arquivado pela Mesa Diretora no dia 31 de janeiro, por causa do fim da legislatura. Porém, como o seu autor foi reeleito ele poderá desarquivá-lo. Nesse caso, a proposta deverá ter análise conclusiva das comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação (inclusive quanto ao mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: http://saudebusiness365.com.br/