domingo, 12 de julho de 2015

O Programa de Telemedicina da SESAP-RN – chega a marca de 336 mil tele eletrocardiogramas e 570 mil diagnósticos em Cardiologia no RN.

O Programa de Telemedicina da SESAP-RN implantado no mês de Setembro/2010 (57 meses)=(4,7anos), encontra-se em operação até a presente data, vem desenvolvendo assistência nas oito regiões de saúde na área da Tele eletrocardiograma via telefonia fixa, móvel e Internet na zonas rurais e urbanas das cidades, nas Unidades Básica de Saúde, Unidades de Estratégia de Saúde da Família – PSF, Unidades de Pronto-atendimentos – UPAS’s e Hospitais estaduais, municipais e filantrópicos sob a gestão municipal, através de 300 aparelhos eletrocardiógrafos de 12 derivações simultâneas que realiza os exames através das demandas geradas nos atendimentos médicos (consultas), onde a enfermagem realiza os exames, transmite para a Central de Telemedicina (médicos especialistas) na cidade de São Paulo/SP e Uberlândia/MG, através da  ITMS do Brasil Ltda., empresa Contratada para prover através dos médicos cardiologistas que prestam os serviços interpretando e emitindo o diagnóstico através de laudos, como também fornecem a segunda opinião médica através da telefonia – os resultados dos eletrocardiogramas retornam em até 15 minutos para urgência e até 30 minutos para o paciente eletivo.

O Rio Grande do Norte, através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), foi o primeiro Estado do País a implantar, como política assistencial de saúde junto a Rede Assistencial de Saúde RN.

A Telemedicina representa um grande avanço na assistência cardiológica do Estado, contabilizando resultados positivos especialmente para os munícipes do SUS-RN, como também para todo o Sistema Único de Saúde.

O Projeto de Telemedicina foi aprovado pelo Ministério da Saúde que custeia através de Portaria os serviços, sendo hoje uma referência no serviço para o país.

Como não é impossível ter um cardiologista em cada município do Estado, e o eletrocardiograma necessita de um especialista para interpretá-lo, o Programa de Telemedicina é um suporte importante para cobrir locais sem a presença desse profissional.

A Coordenação do programa foca atualmente para as Unidades de Estratégia de Saúde da Família – UESF, localizadas na zona rural dos municípios, áreas remotas, locais que por ventura não possua telefonia fixa, utilizaremos o sinal de telefonia móvel para prover a assistência a essa população.

O sistema funciona 24 horas, sete dias da semana, durante o período de funcionamento, um pouco mais de quatro (4) anos, já foram realizados 336.700 exames, com 570 diagnósticos em cardiologia, sendo 13.444 Infartos, 5.668 Arritmias Supraventriculares, 9.051 Taquicardias Supraventriculares, 270 Taquicardias Ventriculares, 8.745 Arritmias Ventriculares, 53.011 Condução IV (Bloqueios de ramo), 3.148 Sobrecargas atriais e ventriculares, 54.542 Repolarização, 946 exames em pacientes com Marcapasso, entre outros, isso em 238 pontos assistenciais de saúde – UBS, UESF, UPA e Hospitais, com um custo muito baixo para o sistema.


Possuímos um banco de dados com mais de quinhentos (500) mil diagnósticos em cardiologia, altamente rico para os trabalhos de epidemiologia e estudos por município, regiões e estado, podendo ser utilizados para emissão dos relatórios gerenciais e estáticos para cada gestor.

O Programa funciona de forma simples. “Basta uma linha telefônica convencional ou aparelho celular para enviar o exame por meio de sinais sonoros a uma Central da Telemedicina” – a Central decodifica a transmissão gravada em um banco de dados (prontuário eletrônico) imediatamente, a equipe médica de plantão analisa o eletrocardiograma enviado pelo médico.

Atendemos aquele paciente que busca a UBS, UESF, UPA ou um hospital com queixa de dor precordial, alguma queixa de dor no peito e que esteja dentro do que os protocolos da cardiologia, permite assim a realização do eletrocardiograma.

Atendemos também aos pacientes dos diversos municípios que necessitam de risco cirúrgico cardiológico para a realização de um procedimento cirúrgico eletivo.

Cada unidade executante gera seu boletim ambulatorial e informa ao DATASUS/MS sua estatística de realização dos tele eletrocardiogramas.

A demanda é clara e é preciso minimizar as dores, os sofrimentos, sequelas daqueles dos habitantes  que utilizam o SUS-RN, seja o mais ou menos abastado, que possua ou não plano de saúde, chegou nas portas das unidades, serão atendidos!


Fonte: Eduardo Albuquerque

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