Uma alimentação saudável
é essencial para as crianças, o que explica porque o assunto ocupa um lugar
muito importante na rotina de seus pais e das creches.
Ocorre
que pais e educadores normalmente apresentam muitas dúvidas em relação à
alimentação dos pequenos.
A
primeira dificuldade aparece durante a introdução da alimentação complementar,
quando não se sabe o tipo, a consistência e a forma de alimento que deve ser ou
não oferecido às crianças para suprir as necessidades nutricionais dessa fase.
Superada
essa etapa, surgem outras dúvidas, geralmente devidas a diversos mitos sobre o
tema, o que dificulta a escolha dos melhores alimentos para a saúde das
crianças.
Abaixo,
a nutricionista Clariane Carvalho, do Serviço de Atendimento Materno Infantil e
Puericultura do Ministério da Saúde, tenta esclarecer as dúvidas sobre a
alimentação infantil e acabar com alguns desses mitos.
MITO
- Crianças precisam ter três refeições por dia
Na
creche são oferecidas 05 refeições: café da manhã, almoço, lanche, jantar e
ceia.
O
cardápio das crianças deve ser montado de forma variada seguindo a seguinte
proporção: 25% com alimentos ricos em proteínas (carne, peixe, ovo e frango)
complementada com as leguminosas como feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico e
soja; 25% com alimentos ricos em carboidratos (arroz, massas, pães e cereais e
os outros 50% com verduras, legumes (cru e cozido) e frutas.
VERDADE
- As frutas e verduras são prioridade no cardápio infantil
As
refeições oferecidas na creche devem conter frutas, de preferência de cores
diferentes, e verduras. As frutas e as verduras são os alimentos que fornecem
as fibras, vitaminas e minerais fundamentais nessa fase de crescimento das
crianças.
Como
o paladar do ser humano é formado no início de sua infância, é de extrema importância
que os pequenos conheçam a maior variedade possível de frutas e verduras.
VERDADE
- Os alimentos crus e duros ajudam a desenvolver a musculatura infantil
Sim,
os alimentos crus e duros auxiliam diretamente no desenvolvimento da
musculatura. Esses alimentos ajudam para que a musculatura não fique flácida,
prejudicando a fala, a deglutição e a mastigação das crianças.
VERDADE
- Alimentos com corantes causam uma série de alergias alimentares
Os
alimentos com corantes artificiais possuem um risco maior de serem alimentos
alergênicos, portanto devem ser evitados até os 2 anos de idade.
E,
mesmo depois, os pais devem ficar atentos aos rótulos, por isso damos
preferência aos alimentos naturais. No mercado já existem produtos feitos com
corantes naturais - um exemplo são as gelatinas.
MEIA-VERDADE
- É melhor o bebê comer frutas sem casca
A
fruta quando consumida com a casca possui maior quantidade de fibras e
nutrientes. A pectina da maçã, por exemplo, só é ingerida quando se come a maçã
com a casca.
Mas
vale ressaltar que, devido aos resíduos dos agrotóxicos estarem concentrados
nas cascas, o consumo das frutas com casca deve ser feito quando elas forem de
origem orgânica. Toda fruta deve ser muito bem lavada antes do seu consumo,
principalmente na infância.
VERDADE
- Alimentos enlatados e industrializados fazem mal a saúde e devem ser evitados
Os
alimentos industrializados, alimentos açucarados, ricos em gordura, ricos em
sódio devem sempre ser evitados.
Os
refrigerantes, salgadinhos, refresco em pó, biscoitos recheados, macarrão
instantâneo, podem trazer uma série de riscos à saúde infantil, e até mesmo a
obesidade, diabetes etc. O certo é sempre priorizar alimentos naturais e
frescos.
Dica
saudável
A
família é a principal responsável pela formação do hábito alimentar da criança,
então os pais devem ser o exemplo mantendo uma rotina de refeições saudáveis,
garantindo que em casa sempre haja disponibilidade de alimentos saudáveis - não
é a criança que determina as compras no mercado.
É
fundamental criar uma rotina alimentar onde a criança se alimenta de 3 em 3
horas e não fazer o uso de barganhas e chantagens envolvendo a alimentação da
criança. Temos uma gama de alimentos naturais e ricos em nutrientes que devem
ser experimentados desde a infância.
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Fonte:
http://www.diariodasaude.com.br/
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Fonte: Eduardo Albuquerque
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