terça-feira, 13 de maio de 2014

Transtornos mentais podem e devem constituir objeto de atuação das Equipes de Atenção Básica


TÍTULO: Estudo multicêntrico brasileiro sobre transtornos mentais comuns na atenção primária: prevalência e fatores sociodemográficos relacionados.(Brazilian multicentre study of common mental disorders in primary care: rates and Related social and demographic factors).

REFERÊNCIA: Cad. Saúde Pública [online]. 2014, vol.30, n.3, pp. 623-632. Acessível em:  http://dx.doi.org/10.1590/0102-311X00158412.

AUTORES: Daniel Almeida Gonçalves; Jair de Jesus Mari; Peter Bower; Linda Gask; Christopher Dowrick; Luis Fernando Tófoli; Monica Campos; Flávia Batista Portugal; Dinarte BallesteR; Sandra Fortes (Escola Paulista de Medicina; Manchester Academic Health Science Centre; Institute of Psychology, Health and Society, University of Liverpool; Faculdade de Ciências Médicas UERJ, Universidade Estadual de Campinas; Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca/Fundação Oswaldo Cruz; Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo-RS)

IDIOMA: Inglês

SÍNTESE

Problemas de saúde mental são comuns na atenção primária e são geralmente relacionados à ansiedade e à depressão. O presente estudo, de interesse para o conjunto dos membros das Equipes de Atenção Básica, teve por objetivo avaliar a taxa de transtornos mentais comuns e suas associações com características sociodemográficas em unidades de saúde da família.

Trata-se de abordagem multicêntrica, transversal, realizada entre usuários da atenção primária de várias partes do Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Porto Alegre), envolvendo pesquisadores de múltiplos centros de pesquisa e ensino em Saúde Mental, tanto brasileiros como estrangeiros. Foram utilizados instrumentos já testados em outros países, tais como o General Health Questionnaire (GHQ-12) e o Hospital Anxiety and Depression Scale (HAD).

Taxas de transtornos mentais nos usuários do Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Porto Alegre foram, respectivamente, 51,9%, 53,3%, 64,3% e 57,7%, com diferenças significativas entre Porto Alegre e Fortaleza, quando comparadas ao Rio de Janeiro. Tais problemas foram especialmente altos em mulheres e em pessoas desempregadas, de baixa escolaridade e baixa renda.

Considerando a atual política de Atenção Básica do Ministério da Saúde no Brasil, para o desenvolvimento dos cuidados primários e reorganização da política pública de saúde mental, é importante considerar os transtornos mentais comuns como uma prioridade para tal área de cuidado, tanto quanto outras doenças crônicas.


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Fonte: http://apsredes.org/

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