TÍTULO: Estudo multicêntrico brasileiro sobre transtornos mentais comuns
na atenção primária: prevalência e fatores sociodemográficos
relacionados.(Brazilian multicentre study of common mental disorders in primary
care: rates and Related social and demographic factors).
REFERÊNCIA: Cad. Saúde Pública [online]. 2014, vol.30, n.3, pp. 623-632.
Acessível em: http://dx.doi.org/10.1590/0102-311X00158412.
AUTORES: Daniel Almeida Gonçalves; Jair de Jesus Mari; Peter Bower; Linda
Gask; Christopher Dowrick; Luis Fernando Tófoli; Monica Campos; Flávia Batista
Portugal; Dinarte BallesteR; Sandra Fortes (Escola Paulista de Medicina;
Manchester Academic Health Science Centre; Institute of Psychology, Health and
Society, University of Liverpool; Faculdade de Ciências Médicas UERJ,
Universidade Estadual de Campinas; Escola Nacional de Saúde Pública Sergio
Arouca/Fundação Oswaldo Cruz; Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São
Leopoldo-RS)
IDIOMA: Inglês
SÍNTESE
Problemas de saúde mental são comuns na atenção primária e são
geralmente relacionados à ansiedade e à depressão. O presente estudo, de
interesse para o conjunto dos membros das Equipes de Atenção Básica, teve por
objetivo avaliar a taxa de transtornos mentais comuns e suas associações com
características sociodemográficas em unidades de saúde da família.
Trata-se de abordagem multicêntrica, transversal, realizada entre
usuários da atenção primária de várias partes do Brasil (Rio de Janeiro, São
Paulo, Fortaleza e Porto Alegre), envolvendo pesquisadores de múltiplos centros
de pesquisa e ensino em Saúde Mental, tanto brasileiros como estrangeiros.
Foram utilizados instrumentos já testados em outros países, tais como o General
Health Questionnaire (GHQ-12) e o Hospital Anxiety and Depression Scale (HAD).
Taxas de transtornos mentais nos usuários do Rio de Janeiro, São Paulo,
Fortaleza e Porto Alegre foram, respectivamente, 51,9%, 53,3%, 64,3% e 57,7%,
com diferenças significativas entre Porto Alegre e Fortaleza, quando comparadas
ao Rio de Janeiro. Tais problemas foram especialmente altos em mulheres e em
pessoas desempregadas, de baixa escolaridade e baixa renda.
Considerando a atual política de Atenção Básica do Ministério da Saúde
no Brasil, para o desenvolvimento dos cuidados primários e reorganização da
política pública de saúde mental, é importante considerar os transtornos
mentais comuns como uma prioridade para tal área de cuidado, tanto quanto
outras doenças crônicas.
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Fonte: http://apsredes.org/

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