A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) está
investindo na capacitação de profissionais, usuários e familiares para o uso da
Tecnologia Assistiva (TA), um método eficaz para a eliminação ou redução de
barreiras físicas enfrentadas por pacientes, principalmente idosos, quando
estão em fase de recuperação.
Nesta terça-feira (13), às 9h, as terapeutas
ocupacionais Lorena Lopes e Lorena Pimentel estarão no auditório do Hospital
Dr. José Pedro Bezerra (Santa Catarina) ensinando aos usuários do SUS como
construir adaptações físicas, de baixo custo, a base de PVC, cola, papelão e
outros materiais recicláveis que possam ser utilizados por pacientes com alguma
incapacidade física.
Pioneiro no país no uso dessa tecnologia, o SAD do RN
foi premiado por dois anos consecutivos, 2009 e 2010, com o "Talentos da
Maturidade e Programas Exemplares", do Banco Real Santander. Na ocasião,
as terapeutas ocupacionais do serviço apresentaram o material que é empregado
nas adaptações físicas, para ser utilizado pelos pacientes. Esses instrumentos
são confeccionados pelos cuidadores e, às vezes, até pelos próprios pacientes,
com auxilio da equipe do SAD.
“O Rio Grande do Norte é o estado do país que mais
incentiva o uso da Tecnologia Assistiva (TA) junto aos serviços e usuários do
Sistema Único da Saúde (SUS)”, destaca Lorena Lopes, terapeuta ocupacional e
uma das responsáveis por repassar essa técnica em cursos promovidos pela
Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
Além dos prêmios, o trabalho desenvolvido no estado
foi selecionado em 2013 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
(Secis/MCTI) para fazer parte do Livro Branco de Tecnologia Assistiva no Brasil,
que deverá ser lançado pelo órgão ainda este ano. A ação tem como missão sinalizar os principais
desafios a serem enfrentados no âmbito da TA, assim como apontar propostas para
superação desses desafios.
Curso ensina as vantagens
da Tecnologia Assistiva
Na tarde desta segunda-feira (12), alunos do Curso de
Cuidador de Idosos e Portadores de Necessidades Especiais, promovido pelo
Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel
(HMWG), aprenderam a construir bengalas de PVC e adaptadores universais que
podem ser usados para alimentação e higiene pessoal de pacientes.
Segundo a terapeuta ocupacional, Lorena Pimentel, os
alunos saíram animados com a facilidade de construção dos instrumentos e a
economia para aquisição dos mesmos. “Aprenderam a produzir uma bengala que
custa no mercado em média uns 70 reais, que com material PVC sai por menos de
10 reais. E também os adaptadores universais que podem ser usados para o
paciente segurar talheres, escrever, escovar os dentes e pentear os cabelos. No
mercado cada adaptador sai por 120 reais, enquanto o nosso tem um custo de 2
reais. O que traz uma economia muito grande para o usuário”.
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Fonte: ASCOM/SESAP

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