O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia
Jamil Haddad (Into) promove até sexta-feira (16), em Manaus, mutirão para
cirurgia na coluna. A finalidade é atender pacientes com graves deformidades na
coluna – a maioria com escoliose. A ação do Projeto Suporte já beneficiou mais
de 4 mil pacientes em todo o Brasil e atua principalmente na Região Norte. As
cirurgias são feitas na Fundação Hospitalar Adriano Jorge.
A escoliose é uma deformidade na
coluna que, muitas das vezes, só é resolvida com cirurgia. Fatores genéticos
estão entre as causas. "A pessoa que tem a deformidade, tem a estética
alterada, tem uma tortuosidade na parte superior do corpo. Além da questão
estética, tem a questão mais importante, que é a pulmonar. Quando a pessoa tem
alteração da caixa torácica, o pulmão não se expande totalmente, aí a pessoa
tem problemas. A insuficiência pulmonar pode levar até a morte", explica o
coordenador de Projetos Especiais do Into, Tito Rocha.
A escoliose pode ser congênita e
também ter uma causa determinada, que é uma deformidade na formação de uma
vértebra, na separação dos segmentos da coluna. Ela faz uma curvatura lateral e
o caso mais comum, segundo os médicos, é quando ela se desenvolve na
adolescência, pois ela faz uma curvatura lateral na coluna e, na adolescência,
os médicos não conseguem identificar as causas da doença.
O médico conta que a escoliose
pode ser tratada, com o uso diário de colete, se a deformidade tiver curvatura
menor do que 40 graus. “Mas isso não faz com que ele cure a doença, mas impede
que a doença progrida, por isso é importante que o paciente faça o tratamento
logo no início. Se a doença se desenvolver a cima dos 40º[graus], aí não tem
como não operar. Só se resolve com cirurgia."
A cirurgia é feita para reduzir a
deformidade da coluna e fazer com que ela fique reta, com uma curvatura de zero
grau. Na cirurgia, são colocados parafusos e hastes na coluna e depois é feito
um procedimento para fundir as articulações da coluna. Com o passar do tempo, a
pessoa fica reta e a coluna fica dura, para que ela não volte a ter a
deformidade.
"No período em que a coluna
está consolidando, você tem que diminuir a mobilidade da pessoa, a pessoa pode
se movimentar, mas não pode fazer nenhuma atividade física que envolva impacto.
A recuperação é imediata e o paciente já começa a se recuperar no
pós-operatório, quando não tem mais a dor da cirurgia e aí já começa a sentar e
a levantar da cama", explica Tito Rocha.
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Fonte:
http://www.ebc.com.br
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