quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O Governador Robinson Faria visita o Hospital Walfredo Gurgel e diz “É muito pior do que eu pensava"

A edição on line do Jornal de Hoje, com foto de José Aldenir, revela um governador espantado com a realidade que viu hoje.
Ele realizou a terceira visita de uma série que pretende contemplar todos os hospitais da rede estadual. Depois da visita feita ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, hoje pela manhã, o chefe do Executivo Estadual deu um diagnóstico antigo e que muitos cidadãos já conhecem sobre o maior pronto-socorro do Estado.
“É muito pior do que eu pensava. É um drama. As pessoas estão perdendo o pé porque o Estado não tem campanhas pedagógicas para prevenir o agravamento de doenças como o diabetes. Isso é uma coisa desumana, um pai de família perder um órgão e deixar de trabalhar porque o Estado não cumpriu o seu papel”, acentuou o governador.

Uma análise rápida minha - esta situação que se perdura no Hospital Walfredo Gurgel, maior unidade de Urgência e Emergência do Rio Grande do Norte, que trata todos os tipos de causas externas (tiro, facada, envenenamento, engasgo, atropelamento, entre outros), como o abdome agudo, IAM - Infarto Agudo do Miocárdio, AVC, Traumatismo Craniano, queimados, tudo que você leito amigo pensar, é fruto de várias situações que o poder público permitiu ao longo dos anos.

A primeira dela foi à falta de política salarial e concurso público para profissionais médicos permitindo a contratação de cooperativas médicas e anestesistas, depois neurocirurgiões, pagando por plantão mais de dois mil reais. Ficou refém!

A segunda é a não política de reforço das unidades hospitalares na capital e no interior;

A terceira foi não fazer a regionalização dos serviços de saúde, tanto ambulatorial de média e alta complexidade como hospitalar;

A quarta foi não implementação de forma efetiva a regulação do acesso dos serviços de saúde, que também é chamada de regulação assistencial - consultas, exames e internação;

A quinta é não fazer a condução do processo saúde como gestor maior de saúde no Estado. É passivo, é uma mãe para os gestores municipais;

A sexta situação é a falta de responsabilidade dos gestores municipais de saúde que não cuidam, não realizam o mínimo possível constitucional para dar uma assistência aos seus munícipes, deixando a população sem cuidados que evitem agravamento na hipertensão arterial e na diabetes, doenças crônicas que se agravam pela falta do cuidado, chegando a amputações muitas, somos o Estado que mais amputa membro no País, média de 400 ano;

E a sétima situação que julgo gravíssimo é estarmos com mais de 70% dos serviços nas mãos do setor privado conveniado ao SUS, que barganho todo dia por mais aumento de financiamento, secando os cofres do Estado, consumindo todos os recursos possíveis, porém sem a capacidade instalada necessária para atender a população;

A oitava situação que considero tão grave quanto, é a falta de capacidade gerencial. O desconhecimento em gestão pública administrativa, de compromisso de muitos naquela instituição é grave.

Necessitamos melhorar os nossos equipamentos hospitalares, com equipamentos, insumos e recursos humanos qualificados - o HWG necessita fazer o segundo tempo das cirurgias da traumato-ortopedia, não é mais possível ficar dependendo dos hospitais Médico Cirúrgico e Memorial, vamos preparar o hospital estadual Dr. Ruy Pereira para realizar essas cirurgias.
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Fonte: Eduardo Albuquerque

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