O Hospital Giselda
Trigueiro foi selecionado em uma Convocatória Nacional de Experiências de Apoio
Institucional, na qual foram contempladas 12 experiências em todo o país,
voltadas para a busca pela efetivação das práticas de integralidade, ampliação
da democracia institucional e a garantia do direito à saúde.
As experiências
foram selecionadas por meio de uma pesquisa intitulada “Ações Estratégicas para
o Fortalecimento das Redes de Atenção à Saúde no SUS”, desenvolvida entre
agosto de 2012 e janeiro de 2014 pelo Laboratório de Pesquisas sobre Práticas
de Integralidade em Saúde (LAPPIS), ligado à Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ), em parceria com o Ministério da Saúde/SAS/DAPES e OPAS.
“No Hospital
Giselda Trigueiro percebemos a existência de modos de gestão muito pautados na
ideia do apoiador e focados na cogestão, o que mostra uma boa experiência de
apoio institucional”, explica Rafael Gomes, pesquisador do LAPPIS, que visitou
a unidade nesta quarta-feira (06).
Por ser uma
experiência diretamente ligada à atenção psicossocial, os pesquisadores do
LAPPIS visitaram também, nesta terça-feira (05), o Hospital João Machado. “É
essencial a percepção de que as necessidades dos pacientes passam por vários
serviços e especialidades, daí a importância fundamental da comunicação efetiva
entre as Redes”, afirma o pesquisador.
A experiência do
HGT, uma das duas selecionadas na Região Nordeste, é intitulada “Oficinas
Hospital Giselda Trigueiro na Raps (Rede de Atenção Psicossocial): Apoio para
Clínica Ampliada em Rede Integrada” e nasceu a partir de demandas identificadas
pelo corpo clínico da enfermagem a partir dos desafios surgidos pelo grande
aumento de usuários que apresentam necessidades de saúde decorrentes do uso de
crack e outras drogas, durante as internações para tratamento de Aids e
Tuberculose.
“Nos anos de
2012 e 2013, o hospital mobilizou gestores e profissionais da área técnica de
Saúde Mental da Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP), Hospital João
Machado e da Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) no sentido de
acolherem juntos essa demanda, fomentando aprendizados nos modos de operar
práticas de cuidado mais adequadas aos usuários do SUS que tem necessidades de
saúde decorrentes da comorbidade entre uso abusivo de drogas, e tuberculose ou
Aids”, explica a diretora geral do HGT, Milena Martins.
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Fonte:
ASCOM/SESAP
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