50,1 % dos homens com mais de 20 anos estão acima
do peso, enquanto que as mulheres na mesma faixa etária estão com 48%.
A
obesidade está longe de ser somente um problema estético. Uma pesquisa
realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou
que 50,1 % dos homens com mais de 20 anos estão acima do peso, enquanto que as
mulheres na mesma faixa etária estão com 48%. A doença pode estar associada a
diabetes tipo 2, doenças cardíacas, pressão alta, infarto e sobre peso na
coluna vertebral.
Para o
Neurocirurgião e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN),
Maurício Mandel, para que a coluna esteja afetada não é preciso se encaixar na
categoria de obeso, pois a cada 10 quilos a mais do que o recomendado, o risco
de dor nas costas aumenta. “As pessoas obesas são as que mais enfrentam
problemas na coluna, pois a obesidade sobrecarrega o peso sobre a coluna
vertebral e pressiona os discos, causando uma hérnia no futuro. Mas o que muita
gente não sabe é que não são apenas os obesos que correm esse risco. Aqueles
que brigam com a balança também estão expostos a alterações na coluna”,
explica.
As dores
nas costas, se não tratadas a tempo, podem impedir das pessoas realizarem
atividades simples, como também causar problemas muito sérios como a hérnia de
disco. Esta é provocada por uma lesão dos discos que compõe a coluna vertebral
e que estão localizados nas vertebras que agem como amortecedores e absorvem os
choques. A grande maioria das hérnias pode ser removida com cirurgias, mas que
em casos de pessoas obesas o procedimento é mais delicado.
O
problema do excesso de peso já pode ser considerado um problema de saúde
pública, já que no Brasil, estima-se que mais de 65 milhões de pessoas sofram
com esse problema e os números não param de crescer. Hoje, estima-se que 10
milhões de pessoas já são considerados obesos. Fora isso, o número de cirurgias
de redução de estomago cresceu muito nos últimos anos, de acordo com a
Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica.
Apesar
disso, o Brasil foi considerado, segundo Organização
Panamericana da Saúde, o primeiro pais do mundo a apresentar medidas concretas
para a regulamentação de propagandas de alimentos.
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Fonte: http://www.nominuto.com/

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