De acordo com a associação dos Cabos e Soldados, a
responsabilidade do que vier a acontecer durante a greve é de responsabilidade
do governo
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| Paralisação está prevista para ter início no próximo dia 26 (Foto: Wellington Rocha) |
Praças, soldados e oficiais da Polícia Militar podem
parar suas atividades a partir do próximo dia 26 deste mês, caso o governo do
estado não se posicione com relação às reivindicações feitas pela categoria. De
acordo com o cabo Roberto Campos, presidente da Associação dos Subtenentes e
Sargentos, Policiais Militares e Bombeiros do RN, a principal reivindicação é a
questão do reajuste salarial.
Segundo Roberto Campos, já no próximo dia 22, o efetivo
vai retomar o acampamento em frente à Governadoria, no Centro Administrativo. O
acampamento seria retomado nessa sexta-feira (16), mas os policiais decidiram
aguardar a votação da Lei de Promoção de Praças, marcada para acontecer na
próxima terça-feira (20), na Assembleia Legislativa.
O presidente da ASS acredita em uma adesão de quase 100%
para a paralisação do próximo dia 16. Segundo ele, caso situações como as que
aconteceram na Região Metropolitana do Recife, no estado de Pernambuco venham a
acontecer aqui no RN.
Na
última quinta-feira (15), vários estabelecimentos comerciais da região
metropolitana do Recife foram saqueados. O motivo foi a greve dos policiais
militares e bombeiros daquele estado. Só em Abreu e Lima, a Polícia Rodoviária
Federal (PRF) prendeu 20 pessoas que participaram dos saques ontem à noite.
Segundo cabo da PM, a responsabilidade do que vier a
acontecer durante a paralisação não pode recair somente sobre aos policiais,
mas principalmente sobre o governo estadual, que o principal causador dessa
situação. “O governo teve mais de um mês para nos apresentar uma resposta, mas
até agora impera o silencio. Somos os que menos queremos essa paralisação, mas
se ela for necessária para atingirmos nosso objetivo, não hesitaremos em
fazê-la”, declarou.
Campos considera que esse é um movimento sem volta, pois
a estrutura organizacional da Polícia Militar precisa ser repensada. Segundo
ele, a PM não só do RN, mas de todo o Brasil precisa de um código de ética para
impedir que determinador autoritarismos arcaicos deixem de acontecer. “Essa
insatisfação não é só nossa, mas da Polícia Militar como um todo. A tendência é
que mais estados do Brasil passem a se rebelar contra um regime dogmático e
ultrapassado”, disse.
Além do reajuste salarial, a categoria reivindica ainda,
o fim imediato das quentinhas; reajuste das diárias operacionais, que
atualmente custam R$ 50, bem como a garantia do pagamento em dia; a revisão do
estatuto da PM e a substituição do regulamento disciplinar da PM por um código
de ética.
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Fonte: http://portalnoar.com/

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