quinta-feira, 1 de maio de 2014

Morte de Ayrton Senna há 20 anos tornou a Fórmula 1 mais segura

O acidente no circuito de Ímola em 1994, episódio mais triste da história do automobilismo brasileiro, trouxe muitas mudanças em relação à segurança na Fórmula 1.

Vinte anos (20) após a trágica morte de Ayrton Senna em Ímola, o automobilismo mundial conta com muito mais do que as memórias das vitórias do ídolo e do tricampeonato mundial conquistado para o Brasil nos anos de 1988, 1990 e 1991. O acidente no circuito de Ímola em 1994, episódio mais triste da história do automobilismo brasileiro, trouxe muitas mudanças em relação à segurança na Fórmula 1.

Após a morte de Senna, no dia 1º de maio de 1994, nenhum piloto morreu em uma corrida oficial da categoria. Muito disso se deve a novos padrões de segurança, alguns pedidos pelo campeão horas antes do acidente fatal, em uma reunião de pilotos no circuito de Ímola. Outras foram implementadas com bases em falhas que levaram o piloto à morte naquele fatídico dia.

O Portal EBC reuniu 20 dessas medidas que tornaram a categoria praticamente à prova de tragédias e colocou em um gráfico para você conferir o quão diferente está a Fórmula 1 de hoje. As mudanças foram divididas em carros, indumentárias, mudanças em pistas e regras. Confira:


Algumas dessas mudanças são visualmente muito claras. Se em 1994, era possível ver quase os ombros dos pilotos, agora eles estão quase escondidos por causa da proteção lateral. De acordo com  ex-pilotos de Fórmula 1 e jornalistas ouvidos pelo Portal EBC, o reforço na lateral dos carros pode ser considerado o maior avanço da Fórmula, juntamente com o fortalecimento da estrutura das chamadas células de sobrevivência.
Em relação às pistas, a chegada de um novo padrão eliminou muitas áreas perigosas em circuitos como, por exemplo, a curva Tamburello, que virou uma sequência de curvas em “S”. As novas pistas da Fórmula 1 também chegaram atendendo a novas exigências de segurança. Outras mudanças não são tão perceptíveis visualmente, mas dão resultados. Uma delas, por exemplo, é a criação do Instituto de Segurança da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), órgão criado para analisar implementações de segurança na categoria.

Após a morte de Senna, a segurança na Fórmula 1 foi testada algumas vezes, como nos acidentes de Felipe Massa, em 2009, Robert Kubica, em 2007, Mika Hakkinen, em 2005, Luciano Burti, em 2001, Michael Schumacher, em 1999 e o acidente que envolveu 13 carros na Bélgica, em 1998. Apesar de acidentes graves, ninguém mais morreu na categoria.
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Fonte: Portal EBC

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