sexta-feira, 16 de maio de 2014

Menores infratores: um problema global, que requer mudanças nos sistemas de Justiça e de Saúde

TÍTULO: Novas dimensões de cuidado para os menores infratores (Rethinking mental health care for young offenders)

AUTOR: Ted Alcorn

REFERÊNCIA: www.thelancet.com – Vol 383 April 12, 2014 (Published Online April 4, 2014). Acessível em http://dx.doi.org/10.1016/

IDIOMA: Inglês

SÍNTESE

O problema dos menores infratores e os cuidados sociais e de saúde, bem como a ação judicial que devem ser dedicados a eles não é um problema só no Brasil. Artigo recente do The Lancet, por exemplo, revela que somente no EUA, em um único dia, cerca de 70 mil crianças menores de 18 anos são confinadas pela justiça criminal, muitos deles inclusive presos com adultos.

Há esforços em toda parte para tratar essas crianças de modo diferenciado em relação aos adultos, com foco na necessidade de mais educação e de tratamento mais do que punição, embora na maioria dos casos não se consiga cumprir tal promessa.

Há estudos que demonstram, por exemplo, que a maior parte dos jovens com mau comportamento recolhidos em prisões e outros estabelecimentos penais podem ser portadores de doenças mentais não apropriadamente manejadas.

O sistema de justiça juvenil contamina os serviços de saúde mental, pouco preparados para dar conta de tal responsabilidade. Cumpre encontrar, então, modalidades de tratamento que abordem de forma correta e humanizada os problemas dos jovens infratores, ao invés de criminalizá-los e agravar sua condição fragilizada. Defende-se que as pessoas da comunidade e as pessoas em instalações correcionais constituem um grupo único, com grande fluxo de movimento entre os dois grupos, rejeitando-se assim a dicotomia comum do “nós” contra “eles”, especialmente quando o segundo grupo é geralmente formado por pessoas mais pobres e  negras.


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Fonte: http://apsredes.org/

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