A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap),
através do Núcleo de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DANT), realiza, nos
dias 26 e 27, em Baraúnas, município da II Unidade Regional de Saúde (II
Ursap), a instalação de unidades de Tratamento do Fumante, que integrarão o
Programa Estadual de Controle do Tabagismo.
Coordenado pela titular do núcleo, Lizabeth
Guimarães, o trabalho consiste na capacitação de profissionais de saúde que
irão trabalhar estreitamente vinculados às metas do programa. Além da sensibilização
necessária dos participantes, será trabalhado o material educativo da campanha
nacional do Ministério da Saúde que alerta sobre os perigos do consumo e a
iniciação precoce ao tabagismo.
Em Baraúnas o trabalho vai envolver 50
profissionais, entre médicos, enfermeiros, assistente social, nutricionista,
farmacêutico, bioquímicos e agentes comunitários, que fazem a abordagem inicial
ao fumante, entre outros. No mês de abril o mesmo trabalho de conscientização
será oferecido em Pau dos Ferros (VI Regional de Saúde).
O Estado já dispõe de 20 unidades instaladas.
Em Natal, há grupos em funcionamento no Hospital Universitário Onofre Lopes,
Hospital Giselda Trigueiro, Hospital João Machado, Unidades de Saúde de
Mirassol e Pirangi. A
Secretaria Municipal de Saúde assume a manutenção do grupo, que irá fazer uma
abordagem cognitivo-comportamental, descobrindo, na comunidade, quem deseja
efetivamente parar de fumar. O ideal é que funcione em uma unidade básica de
saúde.
Abordagem cognitivo-comportamental
"O trabalho exige muito dos
profissionais e, principalmente, dos principais interessados: os próprios
fumantes. Ao para de fumar, eles sofrem uma crise de abstinência de nicotina,
que irá exigir um esforço especial da pessoa, pois para enfrentar a síndrome de
abstinência do fumo, principalmente o nervosismo, o voluntário do programa passa
um momento bastante crítico. Em geral, aparecem sintomas típicos da síndrome de
abstinência, caracterizados, principalmente, por: humor deprimido ou irritável;
insônia; sensação de raiva e frustração; ansiedade; dificuldade para
concentração; e inquietação, entre outros”, explica Lizabeth.
Os sintomas de abstinência podem durar
bastante tempo, ou variar de semanas a meses, sendo um momento em que o fumante
pode voltar ao vício. Daí existirem algumas propostas farmacológicas
comprovadamente eficazes para o tratamento da síndrome de dependência de
nicotina, com o uso de antidepressivos aprovados para o tratamento da
dependência de nicotina.
Lizabeth lembra que em 2006, tínhamos 5% da
população maior de 18 anos considerada de fumantes; hoje, esse percentual chega
a 9,7%. “O uso do cigarro está associado ao desenvolvimento do câncer de
pulmão, de doenças respiratórias como a enfisema pulmonar, doença periodontal,
entre outras, além de proporcionar ao organismo a exposição a doses suficientes
de nicotina que causam dependência". Ela recorda, ainda, que o vício do
tabaco também estabelece riscos de se contrair doenças infectocontagiosas como
herpes, hepatite C e tuberculose.
Ela aproveita para alertar sobre os perigos
do uso do narguilé, conhecido também como cachimbo d' água ou shisha ou hookah.
Trata-se de um dispositivo para fumar, tipo um cachimbo, no qual o tabaco é
aquecido por um fogareiro onde se usa carvão para queimar o fumo e a fumaça
gerada passa por um filtro de água para ser resfriada, antes de ser aspirada
pelo fumante, por meio de uma mangueira. Como qualquer outro produto derivado
do tabaco, o narguilé contém nicotina e as mesmas 4.700 substâncias tóxicas do cigarro
convencional. Um dos perigos atualmente registrados com o uso do narguilé são
as misturas que alguns usuários estão fazendo, como o acréscimo de drogas
ilícitas, líquidos inflamáveis como o álcool e alguns metais pesados que podem
causar dependência química, além de grandes estragos ao organismo.
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Fonte: Assessoria de Comunicação –
ASCOM/SESAP
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